Mediador sul-africano avaliar acordo de cessar-fogo no Burundi

Bujumbura- Burundi (PANA) -- O ministro sul-africano da Defesa, Charles Nqakula, mediador no conflito burundês, chegou quarta-feira a Bujumbura para uma visita de avaliação do avanço na aplicação do acordo do cessar-fogo, soube-se de fontes diplomáticas no local.
O referido acordo foi assinado entre o poder central e as Forças Nacionais de Libertação (FNL-rebelião) em Setembro de 2006, de acordo com a fonte.
Pouco depois da sua chegada a Bujumbura, Nqakula deslocou-se a Rubira, um centro de acolhimento onde estão concentrados, há duas semanas, mais de três mil 500 rebeldes, candidatos ao Desarmamento, à Desmobilização e à Reintegração (DDR) na vida socioprofissional.
O mediador sul-africano deveria prosseguir com a sua visita de inspecção em Gitega, no centro do Burundi, onde se desenrolarão as operações efectivas da operação DDR que concernem a mais de 21 mil combatentes rebeldes pertencentes às FNL.
O responsável sul-africano termina a sua visita esta quarta-feira à noite após uma reunião com membros do Mecanismo Conjunto da Verificação e Acompanhamento (MCVS) da aplicação efectiva do acordo de cessar-fogo.
O laborioso acordo de cessar-fogo encontra-se actualmente na última fase da sua aplicação efectiva mas um dos últimos pontos litígiosos desta convenção concerne ao reconhecimento das FNL enquanto partido susceptível de funcionar na legalidade constitucional, logo que este movimento separe a sua ala militar da ala política.
Os cargos de responsabilidade reservados aos quadros rebeldes em diferentes instituições do poder central estão por finalizar para que as partes beligerantes (o poder e a FNL) façam finalmente as pazes após uma década de confrontação militar sem precedentes.
A necessidade de um acordo global e de um cessar-fogo definitivo no Burundi tem a ver ao mesmo tempo com a segurança e a política para um país desejoso de organizar eleições gerais pós-conflito em 2010 com calma e serenidade.
Seis dos sete ex-principais movimentos rebeldes, que participaram activamente na década pasada na guerra civil no Burundi, aceitaram depor as armas dois anos antes das primeiras eleições gerais pós- conflito de 2005.

01 Abril 2009 21:38:00




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