Mediador procura apoio da ONU,após acordo no Burundi

Johanesburgo- África do Sul (PANA) -- O vice-presidente Sulafricano Jacob Zuma parte esta noite para Nova York, onde vai solicitar o apoio da ONU ao rprocesso de paz no Burundi, horas depois do governo de transição em Bujumbura ter assinado um cessar-fogo com o principal grupo rebelde.
Zuma vai fazer quarta-feira um ponto da situação ao secretário- geral Kofi Annan e ao Conselho de Segurança sobre o processo de paz.
O facilitador das conversações de paz burundesas regressou esta manhã a Pretória ido da Tanzânnia, onde mediou com sucesso um acordo de paz entre o movimento do Conselho Nacional para a Defesa da Democracia-Forças para a Defesa da Democracia(CNDD-FDD) e o Governo de Transição do Burundi.
Depois de longas discussões que envolveram o presidente Pierre Buyoya do Burundi por um lado e o líder do CNDD-FDD Pierre Nkurunziza por outro, ambos lados concordaram num cessar-fogo.
"O acordo de cessar-fogo foi assinado as 12.
30 minutos de segunda-feira em Arusha, Tanzânia, depois duma grande maratona de conversações que começou domingo, 1 de dezembro e terminou pouco antes da meia noite de segunda-feira", disse o porta-voz presidencial Lakela Kaunda.
Zuma tem vindo a facilitar as conversações entre as duas partes desde o ano 2000, com vários intervalos.
O presidente Yoweri Museveni do Uganda, que é o presidente da Iniciativa dos Grandes Lagos sobre o Brundi, testemunhou a cerimónia de assinatura.
As duas partes beligerantes vão suspender imediatamenete as hostilidades na primeira fase do acordo, que entra em vigor na sua totalidade a 30 de dezembro de 2002.
Isto é para dar tempo ao CNDD-FDD e ao governo de transição para que possam equacionar a sua implementação.
De acordo com alguns dos termos do acordo, a CNDD-FDD será transfromada em partido político, e tomará parte na partilha do poder nas instituições do governo de transição do Burundi bem como nas estruturas do Estado, incluindo o exécito e as forças de segurança.

03 Dezembro 2002 18:27:00


xhtml CSS