Mbeki encoraja criação de um Conselho de Segurança africano

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O presidente sul-africano Thabo Mbeki pediu segunda-feira aos seus homólogos africanos para criarem com urgência o Conselho de Segurança e de paz para o continente.
Num discurso pronunciado por ocasião da primeira cimeira extraordinária da União Africana (UA), Mbeki disse que um Conselho de Segurança africano estaria de acordo com os objectivos da União.
"Continuamos especialmente confrontados com os desafios da paz e da estabilidade no nosso continente.
Os eventos realçaram, neste sentido, a necessidade de criarmos, com urgência, o Conselho de Segurança e de paz sobre o qual já estavamos de acordo", disse.
"Estamos todos convictos de que isto nos ajudará a responder de maneira mais eficaz ao imperativo de orientarmos todo o continente para uma situação de paz mas também de segurança reforçada para todos os nossos povos", acrescentou.
Mbeki, que é também o presidente em exercício da UA, deplorou entretanto o facto de muitos Estados africanos hesitarem em assinar o protocolo relativo a criação do Conselho, apesar das enormes vantagens que o projecto de criação deste órgão oferece.
O chefe do Estado sul-africano apelou a todos os membros para ratificarem o protocolo a fim de que os dirigentes possam responder a procura das massas pela paz.
Disse esperar que o Conselho seja criado até a próxima cimeira de Maputo, a capital moçambicana.
O presidente Mbeki exortou por outro lado os participantes a empreenderem, com urgência, o desenvolvimento social e económico do continente.
A este respeito, os objectivos expostos na NEPAD (Nova parceria para o desenvolvimento da África) devem ser realizados na íntegra pelas comunidades económicas regionais.
No tocante à guerra iminente contra o Iraque, Mbeki disse que o mundo inteiro está confrontado com o desafio de velar para que isto não venha a acontecer.
"Devemos estar certos de que somos capazes de fazer valer o continente sobre esta ou aquela questão.
Isto exige de cada um de nós, individual e colectivamente, que tenhamos confiança na União Africana no quadro dos esforços para constribuirmos para a emergência de uma ordem mundial justa e equitativa", lançou.
Indicou que o fracasso dos Estados africanos em unirem-se fez com que o continente perdesse a sua hipótese de ter um dos seus candidatos, o Primeiro ministro moçambicano, Pascoal Mocumbi, no posto de director geral da Organização mundial da saúde (OMS).
Este desaire deveu-se a nossa incapacidade de agirmos de maneira unida, apesar da decisão tomada pelo Conselho executivo de apoiar e apresentar o Primeiro ministro Mocumbi como o único candidato do continente", concluiu.

03 Fevereiro 2003 18:22:00




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