Mauritânia deplora anulação do rali Lisboa-Dakar

Nouakchott- Mauritânia (PANA) -- O governo mauritano declarou sábado lamentar a decisão dos organizadores do rali Lisboa-Dakar de anular a edição 2008 desta corrida internacional, subllinhando que esta medida "não tem nada a ver com a realidade em termos de segurança".
O governo reconhece ter registado ultimamente "dois actos criminais separados" mas lamenta que as conclusões destes incidentes apresentem a Mauritânia como um país de insegurança, indica um comunicado do Ministério mauritano dos Negócios Estrangeiros.
Para as autoridades deste país, que reforçaram os dispositivos de segurança após estes dois actos em coordenação com os serviços especializados nos países irmãos e amigos, "não há razões objectivas para se dar uma imagem contrária à realidade da Mauritânia".
Oito etapas estavam previstas na Mauritânia para o rali Lisboa-Dakar mas o cancelamento da passagem por este país está a ser considerada como o um golpe duro para a actividade turística e hoteleira por causa do impacto económico desta corrida sobre estes sectores no país, lê-se no comunicado.
Cerca de 245 motorizadas, 205 viaturas e 100 camiões deviam partir de Lisboa para chegar a 20 de Janeiro nos arredores do Lagos Rosa, no subúrbio de Dakar, a capital do Senegal.
De acordo coms os seus organizadores, esta edição 2008 ia consagrar a internacionalização da competição automóvel com 70 por cento dos estrangeiros e apenas 30 por centos dos concorentes franceses.
Desde o seu lançamento em 1978, é pela primeira vez que uma edição de rali Dakar é pura e simplemente cancelada, sublinha-se.
Em 2000 e 2006, as etapas do Níger e do Mali tinham sido evitadas pelas mesmas razões.

05 Janeiro 2008 19:50:00


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