Marrocos regista 17 mil e 511 casos de violência contra mulheres

Rabat- Marrocos (PANA) -- Marrocos, país que acaba de se dotar dum número verde para receber telefonemas de mulheres vítimas de violência, registou 17 mil e 511 actos de violência cometidos por 10 mil e 195 agressores, incluindo 78,8 por cento por parte do cônjuge, em 2007.
No mesmo ano, foram registadas 10 mil e 53 declarações, com uma média de 838 por mês.
De acordo com a ministra marroquina do Desenvolvimento Social, Família e Solidariedade, Nouzha Skalli, a violência contra as mulheres entrava a sua integração no desenvolvimento e prejudica os seus direitos e a sua dignidade.
Skalli, cujas declarações foram citadas terça-feira pela imprensa local, indicou que o fenómeno da violência contra as mulheres tem igualmente um custo em termos de saúde, de economia e um impacto negativo sobre o equilíbiro das crianças e da família.
Anunciou a criação em breve dum Observatório Nacional que será um local de orientação, coordenação e o representante dos departamentos governamentais abrangidos por esta questão.
A ministra marroquina do Desenvolvimento Social, Família e Solidariedade adiantou que a violência contra as mulheres é fruto duma cultura baseada na "inferiodade da mulher e a dominação masculina".
De acordo com um relatório da União da Acção Feminina (UAF, independente), as sevícias fisícas lideram as violências, seguidas do desrespeito ao dever de pensões alimentares, de expulsões do lar conjugal, de violências psicológicas e de casos de mães solteiras.
O documento aponta igualmente o registo de 199 casos de divórcio, 175 casos de crianças não registadas, 157 famílias abandonadas, 155 casos de lares abandonados e 90 casos de assédios sexuais declarados.

26 Dezembro 2007 15:02:00




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