Mais de 70.000 casamentos forçados registados por ano na França

Paris- França (PANA) -- Mais de 70.
000 raparigas em França, principalmente as descendentes da imigração do povo do magreb e da África subsahariana, são forçadas, todos os anos, a casar com um marido imposto, soube-se terça-feira em Paris de fontes associativas.
Segundo Fatima Lachkar, presidente da associação Les Nanas Beurs, os casamentos forçados, que continuam a aumentar em França, traduzem bem o papel inexistente concedido ás mulheres na cultura do magrebe.
Isabelle Gillette-Faye,socióloga e directora do Groupe pour l'abolition des mutilations sexuelles (GAMS) (Grupo para abolição das mutilações sexuais), afirma que o medo de ver os filhos pervertidos pelo modo de vida ocidental é permanente nos paises do magrebe ou negro-africanos , o que os leva a submeterem as suas filhas a estes casamentos forçados.
O GAMS, que concede um apoio jurídico e social às mulheres da África subsahariana confrontadas com a excisão, poligamia, casamentos forçados, estima que este último fenómeno está em nítido aumento em França.
Aquando do dia internacional contra as violências de que as mulheres são vítimas, comemorado terça-feira, Nicole Ameline, ministra delegada da Paridade e Igualidade, afirmou que o governo francês, no âmbito das medidas recentemente tomadas para reforçar a segurança dos homens e bens, quer combater com firmeza este fenómeno, bem como aqueles que o fomentam.
Ela fez saber, durante um encontro com as associações, que "doravante todas as violências (sexuais, mutilações, casamentos forçados)que possam provocar um dano físico e psicológico, incluindo as ameaças de tais actos que possam levar a privação de liberdade,quer na vida política quer na vida pública ou privada, serão sancionadas com a mais feroz das energias".

26 Novembro 2002 16:08:00


xhtml CSS