Maioria de pobres tem casa própria em Cabo Verde

Praia- Cabo Verde (PANA) – Dados apurados por dive-rsos inquéritos e estudos sobre a pobreza permitem concluir que, em Cabo Verde, ter casa própria, ligação à rede eléctrica, televisão, telefone ou casa de banho e retrete não significa não ser pobre, apurou a PANA na capital cabo-verdiana.
Entre os agregados familiares muito pobres (cerca de 14 por cento da população), a grande maioria (73 por cento) tem casa própria, 23 de cada 100 têm electricidade e 19 têm telefone, indicam os mesmos dados.
Contudo, prosseguem, o acesso a esses meios por parte das famílias não pobres é sempre maior e as diferenças são bastante expressivas, sobretudo em relação às muito pobres.
Estes factos fazem crer que em Cabo Verde a pobreza, que afecta à volta de 36 por cento da população, não seja no essencial um problema de acesso a equipamentos e serviços colectivos ou de precariedade extrema das condições de vida mas, sobretudo, um problema de oportunidade de acesso à actividade económica e ao rendimento com estabilidade e previsibilidade.
De acordo com especialistas em questões da população, este facto pode dever-se, pelo menos em parte, às remessas de emigrantes, mas também à preferência nítida do Cabo-verdiano pelo seu conforto, ou seja por casa própria, com electricidade, desde que disponível, cozinhar com gás e ter telefone.
Este facto decorre também e sobretudo do resultado das políticas inclusivas que as autoridades cabo-verdianas têm praticado, em especial no que diz respeito ao acesso à água e à expansão da rede de telefone e de electricidade.

17 Outubro 2007 16:51:00


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