Madagáscar quer servir de ponte entre África e Ásia

Antananarivo- Madagáscar (PANA) -- O ministro malgaxe dos Negócios Estrangeiros, Marcel Ranjeva, propôs terça-feira em Antananarivo (Madagáscar) que o seu país sirva de ponte entre África e a Ásia.
Falando durante a abertura da 21ª Conferência Ministerial da Francofonia (CMF), Ranjeva estimou que a dupla pertença cultural de Madagáscar e a história do seu povo predispõe este país a servir de traço de união entre os continentes africano e asiático.
"A posição geográfica de Madagáscar bem como a história do seu povo e a sua dupla identidade cultural preparam o nosso país a assumir o seu papel de traço de união entre África à qual pertencemos e a Ásia com a qual estamos condenados a trabalhar", indicou.
"Decidimos reforçar as relações entre Madagáscar e os outros países do Oceano Índico.
Desejamos inscrever a nossa acção no quadro da Francofonia, visto que o Madagáscar é o maior Estado francófono da nossa zona.
Estamos convencidos de que o desenvolvimento das trocas e da solidariedade entre a Ásia e África vai beneficiar os dois continentes", acrescentou o ministro malgaxe dos Negócios Estrangeiros.
Por outro lado, Ranjeva defendeu a abertura de um gabinete da Francofonia em Antananarivo, indicando que tal medida vai permitir reforçar a expansão da língua francesa no Oceano Índico.
A proposta da abertura dum novo gabinete regional da OIF e a reforma institucional da organização serão examinadas pela Conferência Ministerial da Francofonia reunida terça e quarta-feiras na capital malgaxe.

23 Novembro 2005 10:48:00




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