MNE de Angola analisa situação em Darfur com diplomatas africanos

Luanda- Angola (PANA) -- O ministro angolano das Relações Exteriores, João Miranda, apelou a comunidade internacional a fornecer ajuda humanitária aos refugiados e deslocados provacados pelo conflito em Darfur (oeste do Sudão), palco de confrontos entre milícias árabes apoiadas pelo governo de Cartum e rebeldes.
Falando durante um encontro, quinta-feira em Luanda, com os embaixadores africanos acreditados em Angola, João Miranda considerou que a crise humanitária em Darfur é uma das mais trágicas do continente.
"O dever obriga-nos a reflectir de forma construtiva, para levarmos a paz, estabilidade e o sossego àquelas populações e evitar que o conflito, com conotações pouco comuns em África, se alastre a outras partes do continente", defendeu o ministro angolano das Relações Exteriores.
Por sua vez, o decano dos embaixadores africanos acreditados em Angola, o argelino Mahraz Farah, disse o encontro com João Miranda visou consolidar o diálogo entre as missões diplomáticas em Angola e o governo deste país.
"Os embaixadores africanos acompanharam com particular atenção todas as iniciativas de paz empreendidas pela diplomacia angolana nos últimos meses, quer a nível da região, como na ONU, na sua qualidade de membro não-permanente do Conselho de Segurança, para o avanço dos dossiers prioritários do continente", sublinhou Mahraz Farah.
De acordo com o diplomata argelino, esse dinamismo e a intensa actividade da diplomacia angolana permitiram obter uma brilhante vitória, aquando da eleição do angolano Luís Sambo ao cargo de director regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África.
Desde o agravamento da crise em Darfur estima-se a morte de 400 mil pessoas, a existência de 1,2 milhão de deslocados internos e de 200 mil refugiados que padecem em campos no vizinho Tchad.

17 Setembro 2004 10:21:00




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