Líderes africanos instados a pressionar G8 para cumprir com promessas

Nairobi- Quénia (PANA) – Os líderes africanos reun-idos este sábado em Banjul, capital gambiana, devem pressionar o Grupo dos Oito (G8) para que cumpram com as suas promessas feitas no ano passado durante a cimeira de Gleneagles, na Escócia, particularmente para aliviarem a pobreza em África, disse sexta-feira um grupo de organizações da sociedade civil.
O grupo, liderado por quatro Organizações Não Governamentais (ONG) africanas e internacionais, declarou que os líderes africanos devem obrigar os seus homólogos do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia)) a justificarem-se antes da sua próxima reunião em Petersburgo, na Rússia.
Os representantes da Wold Vision, do Fórum Africano e da Rede sobre a Dívida e o Desenvolvimento (AFRODAD), as Redes de Campanha da Educação para Todos da Gâmbia e a Oxfam, avaliaram em Banjul o progresso sobre as promessas do G8 durante uma conferência organizada em Banjul.
Disseram que os líderes da União Africana (UA) devem exigir "uma larga anulação da dívida" para todos os países africanos, notando que o cumprimento dos engajamentos dos governos africanos no tocante à "Educação para Todos" e "ao acordo sobre o acesso universal ao tratamento" são a chave para a reducção da pobreza.
Os grupos da sociedade civil juntaram-se também aos chefes de Estado e de governo para buscarem um acordo sobre as leis comerciais multilaterais compatíveis com os interesses das populações africanas e examinar todos os acordos de parceria económica.
“Enquanto os líderes do G8 continuarem a orgulhar-se das suas próprias promessas, uma mãe morre a cada minuto que passa e uma criança falece desnecessariamente de três em três minutos porque os doadores de fundos não respeitaram as suas promessas”, indignou-se Irungu Houghton da Oxfam.
Apelou também aos governos africanos para respeitarem as suas promessas de combater contra a corrupção e aumentar o orçamento alocado à educação e à saúde.
“As dívidas continuam a destruir mais que a guerra escolas, clínicas e hospitais.
Será que a nossa geração vai mais para uma série de promessas violadas ? Naõ vivemos como deveriamos viver”, notou Charles Mutiso, director executivo da AFRODAD.
Amboka Wameo, conselheiro jurídico para África da World Vision, disse que os fcundos disponibilizados, desde Gleneagles, para os países pobres combaterem contra a pobreza foram muito poucos em relação ao que foi anunciado pelo G8.
As Redes da Campanha da Educação para Todos na Gâmbia apelaram aos Estados membros da UA para respeitarem escrupulosamente os engajamentos assumidos em Dakar (Senegal) em 2000 e em Gleneagles em 2005 sobre a "Educação para Todos".
“As orghanizações civis advogam estes engajamentos e chegou agora o momento de agir”, disse Matarr Baldeh, coordenador da Rede, acrescentando que "sabemos que a educação é um dos meios capazes de erradicar a pobreza.
Para a integração africana avançar, a educação deve ser prioritária na agenda da União Africana".

01 Julho 2006 13:00:00




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