Líder líbio acusado de se deviar da crise política na Mauritânia

Nouakchott- Mauritânia (PANA) -- Principais centrais sindicais da Mauritânia denunciaram vivamente sexta-feira um desvio do guia líbio, Muamar Kadafi, da sua mediação na crise política institucional neste país do Magrebe árabe, segundo um comunicado divulgado em Nouakchott.
Trata-se de quatro principais centrais sindicais da Mauritânia, designadamente a União dos Trabalhadores da Mauritânia (UTM), a Confederação Geral dos Trabalhadores da Mauritânia (CGTM), a Central Livre dos Trabalhadores da Mauritânia (CLTM) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Mauritânia (CNTM).
Na sua nota, as quatro estimam que o medianeiro continental "desviou a sua missão a favor de objectivos políticos completamente alheios à crise na Mauritânia".
Elas deploram, por outro lado, o "posicionamento do medianeiro a favor dos golpistas (no poder na Mauritânia) e as suas críticas contra a democracia pluralista, a que se junta a apologia dos golpes de Estado, numa altura em que a União Africana se esforça para conter este flagelo".
As centrais sindicais mauritanas apelam à Confederação Sindical Internacional (CSI) para se solidarizar com elas a fim de denunciar os mesmos factos.
Designado medianeiro para um diálogo inclusivo na Mauritânia, o guia líbio, terminou quinta-feira última uma visita de vários dias à Mauritânia sem conseguir levar os protagonistas da crise política e institucional prevalecente neste país desde há vários anos a entenderem-se.
A coligação mauritana anti-golpe de Estado acusa o medianeiro Kadafi de ter admitido as teses da junta militar liderada pelo general Mohamed Ould Abdel Aziz que, a 6 de Agosto de 2008, derrubou o Presidente Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, democraticamente eleito a 14 de Abril de 2007.
Muamar Kadafi foi eleito presidente em exercício da UA pela última cimeira da organização panafricana realizada em Janeiro último em Addis Abeba, na Etiópia,

13 Março 2009 21:43:00




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