Líbia rejeita conclusões de relatório da ONU sobre Somália

Tripoli- Líbia (PANA) -- A Líbia rejeitou quinta-feira as conclusões de um relatório das Nações Unidas citando-o entre os países que teriam fornecido armas aos beligerentes somalís, violando assim o embargo de armas imposto em 1992 pela organização mundial.
Numa declaração à imprensa, o secretário líbio para a Informação, Hassouna Chaouch, sublinhou que "o facto de associar o nome da Líbia a esta lista é apenas um engano sem fundamento", afirmando que Tripoli ficou surpreso pelo relatório.
Indicou que a Líbia adoptou uma política baseada nos seus esforços de bons ofícios aceites por todas as partes somalís com vista a encontrar uma saída pacífica para a crise que atormenta o seu país.
A Líbia apoiou o antigo Governo somalí presidido por Kacem Salat Hassen e o actual de Abdallah Youssef, e foi o país que acolheu o maior número de reuniões sobre a crise somalí, lembrou.
"Sublinhamos a nossa recusa e a nossa condenação de qualquer tentativa prejudicial os esforços consentidos pela Líbia para com os irmãos na Somália e que englobaram a satisfação dos pedidos formulados pelos Governos precedentes e actual em matéria de ajudas humanitárias, de produtos médicos, de encorajamentos das trocas comerciais, nomeadamente o comércio de gado e de produtos agrícolas na Somália para atenuar os sofrimentos dos somalís", disse.
O relatório da ONU publicado quarta-feira descreve em pormenor "o afluxo endémico de armas" nos dois campos opostos na Somália, em violação do embargo de armas contra a Somália.

17 Novembro 2006 16:32:00




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