Kofi Annan pede fim imediato da crise em Darfur

  Nairobi- Quénia (PANA) -- O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, reiterou o seu apelo para uma resolução rápida do conflito na região oeste-sudanesa de Darfur, declarando que tinha um impacto negativo nos esforços consentidos recentemente para conseguir uma paz duradoura neste país.
Falando quinta-feira em Nairobi depois de encontros bilaterais com o Presidente queniano Mwai Kibaki, Annan declarou que a situação em Darfur devia ser "tratada rapidamente" ou então o processo de paz actualmente em curso no país seria seriamente ameaçado.
"Notamos que o Sudão não pode chegar a uma paz global se os combates prosseguirem em Darfur", declarou Annan durante a conferência de imprensa que concedeu conjuntamente com o chefe de Estado queniano quando terminava uma digressão de trabalho por África.
O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas chegou ao Quénia quarta-feira após ter assistido à cerimónia de abertura da III Cimeira da União Africana, que reuniu mais de 40 chefes de Estado africanos na capital etíope.
A Cimeira da UA defendeu igualmente o fim imediato dos combates entre as milícias árabes Djandjawid e a população negra da região, apelando o governo do Presidente Omar El Béchir a "neutralizar urgentemente" a má evolução da situação.
Annan declarou aos líderes africanos que a crise em Darfur, qualificada de grave, com uma taxa inaceitável de morte, sofrimentos humanos e destruições, constituia uma ameaça para a paz regional nos Grandes Lagos e na região do Corno de África.
"Mantivemos discussões sobre a Somália e a paz no Sudão, e agredeço o Quénia pelo seu apoio a este processo e por ter nomeado mediadores principais que tanto trabalharam para se garantir o êxito destas negociações", adiantou.
Antes, o chefe da ONU avistou-se com o general Lazarus Sumbeiywo, o principal mediador no Sudão, e com Bethwel Kiplagat, o mediador da paz na Somália.
"Estamos conscientes dos impactos destas crises sobre a segurança no Quénia que é um vizinho destes dois países", declarou Annan a Kibaki, que o agredeceu por se ter deslocado ao Quénia a fim de dar um impulso ao progresso de paz.
"Estamos muito satisfeitos no Quénia por acolher o Secretário-Geral da ONU e declaramos que necessitamos realmente da sua ajuda.
Há dois países que estão a ser reconstruidos.
Saudámo-lo por se ter deslocado ao Sudão onde os combates prosseguem.
Em África, precisamos mais da ONU para a reconstrução do nossos países", frisou Kibaki.

09 Julho 2004 12:10:00




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