Kinshasa recusa renegociar Acordo Global e Inclusivo

Kinshasa- RD Congo (PANA) -- O governo de transição da RD Congo decidiu terça-feira não renegociar o Acordo Global e Inclusivo, declarou quarta-feira o seu porta-voz, Henri Mova Sakanyi.
Henri Mova Sankanyi, ministro congolês da Imprensa e Informação, fez estas declarações quando fazia o balanço de uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros presidida pelo chefe de Estado Joseph Kabila.
Recordou que o Presidente da República tinha solicitado, logo depois do primeiro ano da transição, a avaliação da situação do país pelos signatários do Acordo Global e Inclusivo assinado a 17 de Dezembro de 2002, em Pretória, na África do Sul.
"Todos os actores políticos foram unânimes em declarar a inoportunidade das diligências visando renegociar este acordo", indicou o porta-voz do governo, realçando que o Executivo congolês pedira que fossem condenadas todas as negociações fora das instituições da transição.
O Conselho de Ministros recomendou, por outro lado, que fossem banidos a nível das formações políticas os discursos incendiários, por forma a gerir de maneira responsável o incidente de percurso que constitui a retirada da RCD (Coligação Congolesa para a Democracia) anunciada pelo seu presidente Azarias Ruberwa.
Instou os Ministérios do Interior, da Defesa Nacional e da Justiça a tomarem todas as medidas para garantir a segurança da população e "fazerem com que nenhuma derrapagem tenha lugar".
O Conselho de Ministros fustigou ainda o Vice-Presidente Ruberwa por ter pronunciado, em território estrangeiro, "uma ruptura abusiva da transição" e por se ter precipitado às conclusões da Comissão de Inquêrito Internacional, designando prematuramente os culpados (dos massacres de Gatumba, no Burunbdi, ocorridos a 13 de Agosto).
Ruberwa foi igualmente alvo de críticas por não ter levantado esta questão em Conselho de Ministros nem suscitado debate a propósito no Parlamento.

26 Agosto 2004 19:56:00




xhtml CSS