Kenya Airways ajuda famílias de vítimas de acidente de aviação

Doualá- Camarões (PANA) -- As famílias dos 114 passageiros a bordo do Boeing 737-800 despenhado sábado passado nos Camarões serão assistidas pela Kenya Airways, garantiu terça-feira à noite em Doualá o director-geral da companhia aérea, Titus Naikuni.
Falando em conferência de imprensa, Naikuni garantiu que medidas já foram tomadas para acolher as famílias das vítimas nos Camarões.
"A todas as famílias enlutadas, transmitimos as condolências da Kenya Airways.
Os Camarões perderam muitos dos seus filhos neste acidente.
Estamos de todo o coração com vocês (.
.
.
)", disse Naikuni.
"Tomámos várias disposições para facilitar as condições de viagem e de alojamento das famílias e dos próximos das vítimas provenientes do estrangeiro.
As suas estadas em Doualá serão suportadas pela nossa companhia aérea", disse o director-geral da Kenya Airways.
Chegado terça-feira aos Camarões, Titus Naikuni, que se deslocou logo ao local da tragédia, não se pronunciou sobre as causas do acidente.
"Sejamos pacientes e esperemos que o inquérito seja efectuado.
Este deve, segundo a lei, ser iniciado pelo Governo camaronês e entregue a uma estrutura independente", sublinhou.
A Kenya Airways deverá indemnizar as famílias das vítimas após a publicação dos resultados do inquérito.
"Pensamos que ainda é cedo para dizer o que será feito em termo de indemnizações das famílias das vítimas, mas é certo que estas famílias serão indemnizadas.
O avião despenhado estava segurado.
Vamos primeiro ver com a companhia de seguro antes de ter uma ideia em termo de compensação das famílias das vítimas", precisou Naikuni.
Indicou que as famílias das vítimas do despenhamento do avião da Kenya Airways em 2000 em Abidjan (Côte d'Ivoire) não foram indemnizadas devido "à indisponibilidade do relatório de inquérito".
"Esperamos pelos resultados deste inquérito que foi aberto na época pela Autoridade Civil Aérea da Côte d'Ivoire", prosseguiu.
Desde o anúncio do desaparecimento do voo KQ 597 da Kenya Airways, que ligava Abidjan (Côte d'Ivoire) a Nairobi (Quénia) via Doualá (Camarões), 40 pessoas, incluindo o ministro dos Transportes do Quénia e responsáveis da companhia aérea, bem como alguns membros das famílias das vítimas vieram da capital queniana.

09 Maio 2007 16:08:00




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