Kadhafi denuncia ingerências na Côte d'Ivoire

Bamako- Mali (PANA) -- O guia da Revolução líbia, o coronel Mouammar Kadhafi, criticou duramente as organizações e outras entidades que se ingerem na crise ivoiriense.
Discursando sábado em Bamako na abertura da sexta cimeira da Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos (CEN-SAD), Kadhafi disse que "foi o povo da Côte d'Ivoire que elegeu o Presidente Laurent Gbagbo, por isso devemos deixar-lhe resolver a situação de crise que prevalece actualmente neste país".
O líder líbio qualificou de aventureiros, terroristas e pirómanos os que se servem de álibis étnicos ou religiosos para criar situações de tensão em países como Côte d'Ivoire, Sudão (Darfour), Nigéria ou Tchetchenia e atribuiu as culpas as potências estrangeiras que estão na origem dos conflitos que assolam geralmente África.
Por outro lado, Kadhafi, que discursou durante mais de 30 minutos na cimeira que agrupa 13 chefes de Estado, sublinhou que o Islão é uma religião que louva a paz, concórdia, entendimento entre as pessoas e todos os que actuam contra estes valores são, na verdade, aventureiros que se servem apenas do Islão para fazer o mal.
"É inadmissível que um bom mulçulmano pudesse queimar uma igreja e matar um cristão e vice-versa, visto que as duas religiões reconhecem o mesmo Deus", lamentou Kadhafi, fazendo alusão aos recentes confrontos inter-religiosos na Nigéria.
Durante o seu discurso, Mouammar Kadhafi evocou igualmente problemas de segurança, as ambições da CEN-SAD e questões ligadas ao desenvolvimento e ao sector dos petróleos.

16 may 2004 11:08:00




xhtml CSS