Justiça maurícia rejeita pedido de injunção de Jacob Zuma

Port-Louis- ilhas Maurícias (PANA) -- O Tribunal Supremo das ilhas Maurícias rejeitou segunda-feira um pedido de injunção de Jacob Zuma, líder do Congresso Nacional Africano (ANC) para entregar ao Ministério Público da África do Sul os documentos relativos a um julgamento por fraude e corrupção instruído contra a sua pessoa, soube a PANA de fonte judiciária.
No seu acórdão, a juíza maurícia Rehana Gulbul-Mungly declara que os documentos em causa, apreendidos a 9 de Outubro de 2001, não revestem nenhum carácter confidencial porque já foram utilizados num anterior julgamento por corrupção na África do Sul.
Ela acrescentou que o pedido do Ministério Público sul-africano "visa simplesmente obter a versão original destes mesmos documentos".
Sobre a importância do procedimento das autoridads sul-africanas para ter acesso a estes documentos, a juíza estimou que não se deveria esquecer que o pedido abrange um inquérito sobre alegações de corrupção e branqueamento de dinheiro no valor de 30 biliões de rands.
Analisando as objecções de natureza política formuladas por Zuma, líder do partido no poder na África do Sul, enquanto se preparava para participar nas eleições presidenciais sul-africanas do próximo ano, Gulbul declarou que a motivação política alegada no julgamento contra Zuma "é um assunto muito contestado, e fora da jurisdição dum juíz de câmara".
"Qualquer crença de Zuma no facto de estaria a ser perseguido e que o seu julgamento teria sido politicamente motivado pode ser levantado diante dum fórum apropriado que, neste caso, é um Tribunal da África do Sul", disse.
No entanto, ela aprovou a presença de Jacob Zuma no Tribunal Supremo durante os procedimentos para a entrega destes documentos às autoridades sul-africanas.
Os documentos em questão, em número de 13, compreendem, nomeadamente, a agenda do ano 2000 dum responsável da firma francesa de armamentos "Thales International Africa Limited", que comportaria um encontro fixado em Março de 2000 com Zuma.
Os debates em redor deste pedido deverão retomar brevemente diante do Tribunal Supremo.

01 Julho 2008 17:13:00




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