Jornalistas sudaneses exigem libertação de colega detido pelos EUA

Cartum- Sudão (PANA) -- A Associação dos Jornalistas Sudaneses lançou domingo uma campanha mundial com vista a obter a libertação de Sami Al-Haj, detido desde 2001 na base americana de Guantánamo (sudeste de Cuba).
Al-Haj, um cidadão sudanês que trabalha para o canal de televisão do Qatar "Al-Jazeera", foi detido em Dezembro de 2001 na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão quando estava em missão de serviço.
As autoridades paquistanesas entregaram-no mais tarde aos Estados Unidos que o detiveram em Guantánamo como "combatente inimigo".
A Associação dos Jornalistas Sudaneses declarou, durante uma conferência de imprensa, que se "opõe totalmente" à sua detenção prolongada, à tortura e a outras humilhações às quais foi submetido, apelando as autoridades americanas a libertá-lo ou a julgá-lo.
"Ele é acusado de poucas coisas do ponto de vista das acusações oficiais", revela a associação, convidando o governo sudanês a intensificar os seus esforços diplomáticos para obter a libertação de Al-Haj.
A associação pelou igualmente as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos a encarregarem-se do caso de Al-Haj.
Na semana passada, o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), sediado em Nova Iorque (Estados Unidos), expressou-se preocupada com a detenção prolongada do jornalista.

14 Novembro 2005 10:01:00




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