Jornalistas denunciam exclusão de Cimeira da UA

Accra- Gana (PANA) -- Os jornalistas presentes na Nona Cimeira Ordinária da União Africana (UA) em Accra, Gana, protestaram junto dos organizadores por terem sido impedidos domingo, por agentes da segurança, de cobrir a cerimónia de abertura do encontro no Centro de Conferência.
Uma petição foi assinada pela maioria dos cerca de 600 jornalistas acreditados para cobrir a Cimeira da UA, que tem como ponto único da agenda o grande debate sobre o Governo de união africana.
"Não vale a pena escrever artigos sobre esta Cimeira quando nos limitam a este compartimento (Sala de Imprensa)", declarou J.
Boohene, uma jornalista baseada na Inglaterra, quando se dirigia à sala para fazer assinar a petição.
"Percorri milhares de quilómetros para cobrir este acontecimento, tiraram as minhas impressões digitais e entregaram-se um passe, para à chegada, impedir a minha entrada do Centro de Conferência", queixou-se.
Os jornalistas foram afectados pelas medidas de segurança extraordinárias e são impedidos de aceder ao local da reunião, onde poderiam encontrar-se com os delegados.
Apenas os fotógrafos foram permitidos na sala por grupos durante a cerimónia de abertura, que é habitualmente aberta à imprensa.
"Havia uma melhor atmosfera de trabalho em Banjul", declarou um jornalista, fazendo alusão à Cimeira da UA do ano passado na capital gambiana.
Entretanto, o ministro ganense dos Negócios Estrangeiros, Nana Akufo- Addo, instou a imprensa a demonstrar indulgência aos organizadores que tentam equilibrar o facto de garantir a segurança de 40 chefes de Estado e de Governo com a necessidade de permitir aos jornalistas fazer o seu trabalho.

01 Julho 2007 14:12:00




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