Jornais mauritanos pessimistas sobre crise

Nouakchott- Mauritânia (PANA) -- O encontro entre uma delegação da comunidade internacional, o chefe da Junta militar no poder na Mauritânia, general Mohamed Abdel Aziz, e o Presidente destituído, Sidi Mohamed Ould Cheikh, foi o principal assunto comentado esta semana pelos jornais mauritanos que fazem na sua maioria uma abordagem pessimista da actual crise no país.
A delegação da comunidade internacional, integrada por representantes da União Africana (UA), da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (UE), da Organização Internacional da Francofonia (OIF), da Organização da Conferência Islámica (OCI) e da Liga Árabe (LA), esteve na capital mauritana, Nouakchott, de 7 a 9 deste mês.
O diário "Biladi" apresenta esta visita como "uma simples brigada de constatação" e não esconde o seu cepticismo fundado na atitude da Junta no poder que, ressalta o jornal, continua com as suas "posições extremas e dificilmente conciliáveis".
Por seu turno, o jornal "Nouakchott-Info" apresenta, pelo contrário, um certo optimismo.
Sob o título "Quem procura acha", este jornal pensa que a ameaça de sanções feita do exterior pode levar os Mauritanos a entenderem-se.
Enquanto isso, o diário "Rénovateur" lamenta a situação vivida há vários anos na Mauritânia, um país onde, escreve o jornal, "o sistema dos valores está invertido" com, nomeadamente, "a marginalização" dos melhores.
Trata-se de uma maneira de o jornal exprimir o seu real pessimismo sobre a possibilidade de encontrar uma solução à crise actual.

13 Dezembro 2008 12:43:00


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