Jean Ping pede revisão urgente do sistema de financiamento da União Africana

Malabo, Guiné Equatorial (PANA) –  O presidente da Comissão da União Africana (CUA), Jean Ping, apelou para uma revisão “urgente” do sistema de financiamento desta organização continental para o tornar mais fiável e sustentável, apurou a PANA sexta-feira em Malabo.  

O apelo de Ping consta do seu relatório de atividades submetido à apreciação dos chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) reunidos de 30 de junho a 01 de julho de 2011 em Malabo, na Guiné Equatorial,  na sua 17ª sessão ordinária dedicada à juventude e ao desenvolvimento sustentável.

“É urgente reestruturar o atual sistema de financiamento se queremos que a União Africana atinja, num futuro próximo, os seus objetivos fundamentais”, adverte Jean Ping no seu documento a que a PANA teve acesso em Malabo.

Ele considera preocupante o facto de a organização depender em perto de 75 porcento das contribuições de apenas cinco dos seus 53 Estados-membros  para o seu funcionamento e em mais de 80 porcento das prestações dos seus parceiros externos para o seu orçamento-programa.

Esta situação, prossegue, expõe a organização pan-africana a “problemas óbvios que convém ultrapassar” sob pena de se perpetuar a incapacidade de materializar as suas próprias decisões tal como acontece atualmente.

Neste contexto, o presidente da CUA lembra no seu relatório que muitas decisões tomadas pela organização há vários anos continuam quase engavetadas, incluindo as relativas à exploração de fontes alternativas de financiamento dos programas estratégicos da União.

Segundo especialistas, as cotizações recebidas  dos Estados-membros até Maio deste ano representam 35,7 porcento do total das suas contribuições estatutárias e 30,5 porcento das prestações devidas, enquanto apenas nove dos 53 países-membros pagaram a totalidade das cotizações e 26 estão em dívida.

As contribuições recebidas de 1 de Janeiro a 31 de Maio de 2011 totalizaram 50 milhões 632 mil e 894,25 euros dos quais 43 milhões 862 mil e 465,23 euros de contribuições estatutárias para  o exercício de 2011, e seis milhões 770 mil e 429,02 de amortizações em atraso até Dezembro de 2010.

No mesmo período, a organização recebeu dos seus parceiros externos 20 milhões 659 mil e 708 euros dos 124 milhões 36 mil e 568 euros prometidos para o exercício de 2011.

-0- PANA IZ 01julho2011

01 Julho 2011 12:30:33




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