Guiné-Bissau está no centro do sector energético, diz chefe de Estado

Bissau- Guiné-Bissau (PANA) -- A Guiné-Bissau encontra-se no cruzamento de caminhos no sector energético, declarou sexta-feira em Bissau o chefe do Estado bissau-guineense João Bernardo Vieira.
Ao presidir à abertura da IX Conferência dos ministros da Energia da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Vieira aublinhou que a crise energética se caracteriza por um défice crónico da capacidade de produção, por uma dependência total dos produtos derivados do petróleo com custos exorbitantes de produção e de tarifas em KW/hora insuportáveis para maioria das nossas populações.
Esta situação, prossegue o Presidente da Guiné-Bissau, causou rupturas no abastecimento de combustível, cortes frequentes de energie que tornaram impossível o acesso à água potável para as populações, expondo-as às doenças endémicas e cíclicas, tais com a cólera.
Este lote de problema constitui "um obstáculo sério ao desenvolvimento socioeconómico do país", estimou o estadista bissau- guineense.
Ele sublinhou ser preciso restruturar as sociedades de electricidade a nível sub-regional porque, disse, elas atravessam situações dificeis de capital, de governação, de rentabilidade, de tarifa inadequada, de acesso ao fundo de investimento".
O Presidente Vieira defendeu a fusão dos projectos da UEMOA e da CEDEAO.
"Não podemos resolver o problema da energia só com a UEMOA, enquanto o Gana, a Nigéria, assim como a Guiné Conakry têm uma maior potencialidade em matéria de energia", martelou.
Quanto à Guiné-Bissau, prometeu Vieira, vamos colocar à disposição das autoridades competentes geradores com vista a abastecer grande parte da população.
Para resolver estes problemas, a CEDEAO e a União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA) propuseram nomeadamente projectos que permitirão abastecer da energia elétrica as populações colocando à sua disposição hidrocarbonetos de custos acessíveis Por seu turno, o comissário da UEMOA, Guy Ajanovo, anunciou a criação de um fundo de desenvolvimento da energia e de um fundo privado de promoção e desenvolvimento de infra-estruturas.
"As contribuições financeiras do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), do Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento (BOAD), da Comissão da UEMOA e dos Estados membros da CEDEAO elavar-se-ão a 250 mil milhões de FCFA ($ 1=433 FCFA)", revelou Ajanovo, acrescentando que o sector privado será dotado de 15 mil milhões de francos CFA.

29 Agosto 2008 21:23:00




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