Nairobi, Quénia (PANA) – Os médicos quenianos iniciaram uma greve ilimitada para reclamar por melhores condições de trabalho como o reforço das oportunidades de formação e o aumento de 300 porcento dos seus salários para refrear a fuga de cérebros que paralisou praticamente este setor.
« Estamos prontos para negociar. As vidas são mais importante do que a política”, assegurou o secretário-geral da União Queniana dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas (KPMDU), o Dr. Boniface Chitayi.
Os últimos esforços para evitar esta greve fracassaram domingo à noite depois de o sindicato se ter retirado das negociações indicando que os acordos precedentes passados com o Governo não figuravam no quadro das novas medidas propostas.
Os médicos declararam que o seu salário mensal de 800 dólares americanos os desencorajavam e que eles eram obrigados a partir para outros países em busca de melhores remunerações e maiores oportunidades de carreira e de formação.
« Já não podemos assistir sem nada fazer a esta degradação das condições de trabalho no setor médico », sublinhou o Dr. Chitayi.
Um alto responsável do Ministério queniano da Saúde, Mark Bor, indicou que o Governo estava pronto para tomar medidas com vista a fazer face à deserção dos médicos.
Os médicos encaram manifestar-se diante dos Minsitérios da Saúde Pública, das Finanças e da Função Púbolica, entre outros, para exprimir o seu descontentamento face à incapacidade do Governo de satisfazer as suas reivindicações.
Para o Ministério da Saúde, as negociações estão bloqueadas devido a intransigência dos médicos que propuseram novos termos de negociações e aumentaram as suas reivindicações.
-0- PANA AO/SEG/FJG/JSG/MAR/TON 05dez2011