Greve de médicos e morte de Kadafi em destaque na imprensa do Gana

Accra, Gana (PANA) – A greve de duas semanas dos médicos  dos hospitais públicos, que testou o setor da saúde, e a morte do ex-dirigente líbio, Muamar Kadafi, fizeram manchete dos jornais no Gana esta semana.

Os médicos puseram-se num braço de ferro com a Comissão para Salários Equitativos a propósito da criação da nova tabela salarial para o setor público, há duas semanas, sem que nenhuma parte queira ceder.

Eles continuam a ignorar os apelos do presidente, do Conselho de Estado, do clérigo, das organizações da sociedade cívil e da Comissão do Emprego para retomarem o trabalho continuando as negociações.

Segundo a imprensa, o Presidente ganense, John Evans Atta Mills, tomou "medidas de emergência» para conter o impacto da greve dos médicos nos hospitais públicos em todo território nacional.

No quadro dessas medidas, Mils ordenou a mobilização dos hospitais militares e da polícia em Accra, a capital ganense,  para apoiar os pacientes.

Segundo um comunicado assinado pelo ministro da Comunicação e vice-ministro da Saúde,  Haruna Iddrisu, os centros de saúde do Exército nas guarnições em Ho, Kumasi, Takoradi, Tamale, Sunyani e Accra foram igualmente convidados a preparar-se para contribuir para  estas medidas de emergência.

A imprensa ganense mencionou igualmente apelos da Conferência dos Bispos Católicos sobre esta greve.

Sobre a desaparição do ex-dirigente líbio, o jornal "Ghanaian Times" destacou «Kadafi morto » explicando que ele foi assassinado pelas forças do novo regime durante o assalto final contra focos de resistência na sua cidade natal de Sirtes, no centro da Líbia.

-0- PANA MA/BOS/FJG/DIM/DD 22outubro2011

22 october 2011 19:42:22


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