Grandes Lagos querem arbitrar crise entre RDC e general Nkunda

Kigali- Ruanda (PANA) -- A região dos Grandes Lagos decidiu comprometer-se a assegurar uma mediação na crise entre o governo da República Democrática do Congo (RDC) e a rebelião dirigida pelo general dissidente Laurent Nkunda, noticiou quarta-feira a imprensa local.
Esta decisão foi tomada durante uma reunião dos parlamentares de 11 países membros da chamada iniciativa da Conferência Internacional sobre Paz, Segurança, Democracia e Desenvolvimento na região dos Grandes Lagos ocorrida no início desta semana em Kampala, no Uganda.
"Decidimos encontrar-nos com todos os protagonistas desta crise na República Democrática do Congo (RDC) a fim de acharmos uma solução pacífica, mas não militar, para esta crise", declarou um parlamentar ugandês, Onyango Kakoba, citado pelo The New Times (diário anglófono em Kigali).
"Desejamos intervir para pormos termo à preocupante situação humanitária prevalecente na região de Kivu-Norte (no leste da RD Congo)", acrescentou Kakoba numa entrevista a este jornal pró- governamental ruandês.
Este encontro versou por outro lado sobre a situação na Somália e em Darfur, no oeste do Sudão, no tocante à participação de cada país membro desta iniciativa na constituição das forças de manutenção da paz nestas zonas em conflito.
A iniciativa dos Grandes Lagos, lançada em Novembro de 2004 durante uma cimeira dos respectivos chefes de Estado sob os auspícios da Organização das Nações Unidas (ONU), agrupa Angola, Burundi, República Centro-Africana, Congo-Brazzaville, RD Congo, Quénia, Ruanda, Sudão, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

24 Outubro 2007 16:15:00




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