Governo de Laurent Gbagbo denuncia ingerência de alguns diplomatas na crise ivoiriense

Abidjan, Côte d'Ivoire (PANA) – O Governo do Presidente ivoiriense da Côte d'Ivoire,Laurent Gbagbo, denunciou domingo, num comunicado lido nas antenas da Televisão Nacional, uma alegada"ingerência de "alguns diplomatas" na crise pós-eleitoral que o país vive.

Neste comunicado publicado pelo ministro do Interior, Emile Guiriéoulou, o Governo de Laurent Gbagbo nota que membros civis e militares de algumas chancelarias ocidentais em Abidjan teriam abordado discreta e individualmente oficiais generais  do Exército nacional para os persuadir a declarar fidelidade a Alassane Ouattara, opositor reconhecido atualmente pela comunidade internacional como Presidente da República.

Segundo o comunicado, o mesmo aconteceu junto de responsáveis dos órgãos de regulação e da imprensa estatal que teriam sido solicitados a aderir, juntamente com os elementos das forças da ordem, a uma iniciativa de "desestabilização e  desagregação da paz e da coesão social".

Assim, o Governo de Gbagbo advertiu que não poderá continuar a tolerar "a ingerência de alguns diplomatas, seja qual for a sua categoria, nos assuntos internos da Côte d'Ivoire".

A Côte d'Ivoire mergulhou numa nova crise desde a proclamação dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais de 28 de Novembnro de 2010, que deram dois vencedores, designadamente Alassane Dramane Ouattara com mais de 54 porcento dos sufrágios, segundo a Comissão Eleitoral Independente (CEI), e Laurent Gbabgbo com mais de 51 porcento dos votos, segundo o Conselho Constitucional, após anulação dos votos de algumas zonas do país, a pedido da equipa de campanha de Laurent Gbagbo.

Assim foram formados dois governos pelos dois Presidentes o que começou a alimentar receios dum regresso a confrontações armadas e duma nova divisão do país.

-0- PANA GB/JSG/MAR/IZ  13Dez2010

13 Dezembro 2010 11:01:27




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