Governo beninense promove produção da mandioca

Cotonou- Benim (PANA) -- O governo beninense está engajado, desde Agosto de 2000, numa política de promoção da mandioca através de um projecto de desenvolvimento, anunciou quarta-feira o coordenador deste programa, Aurelien Lagbadohossou.
Entervistado pela PANA, Aurélien Lagbadohossou indicou que os principais objectivos desta política visam elevar o nível de vida das populações rurais através de uma conquista dos mercados.
Pretende-se também alcançar uma melhoria da competitividade do camponês beninense em vez da busca de uma simples auto-suficiência nacional ou regional, acrescentou ainda o coordenador do programa.
A prioridade decorrente desta política, salientou, é o crescimento das receitas de exportações através da melhoria dos rendimentos e da diversificação da produção.
Para tal, o projecto de desenvolvimento da mandioca do Benim é destinado a promover os produtores, os transformadores e os comerciantes dos produtos com base na mandioca, disse ainda Aurélien, precisando que a estratégia adoptada consiste em reforçar as capacidades de acções destes três tipos de actores através das suas respectivas organizações.
Será nomeadamente questão de suscitar a emergência de organizações de profissionais, mas também o projecto permitirá o incremento da produção de mandioca a nível das explorações, elevando o rendimento médio de 10,5 para 20 toneladas por hectare em cinco anos.
Para um custo global estimado em 31,5 bilhões de FCFA, o projecto será financiado até a ordem de quatro bilhões pelo governo, 13 bilhões pelos financiadores, nove bilhões pelos bancos comerciais beninenses, quatro bilhões por outros projectos e cerca de um bilhão pelos beneficiários.
Este financiamento, que ainda não está concluido, beneficia desde 2000 de uma subvenção de um bilhão de FCFA por ano por, parte do governo beninense.
A mandioca é, por tonelagem, a segunda produção agrícola no Benim apesar dos rendimentos serem julgados "relativamente fracos", depois do inhame.
Em contrapartida, o exame das estatísticas de produção coloca-a na primeira fileira das produções alimentares do país.
As superfícies que lhe são anualmente consagradas evoluiram de 78.
410 a 185.
677 hectares e as tonelagens correspondentes de 489.
360 a 1.
925.
677 toneladas durante o período 1980-2001, segundo os dados do Instituto nacional para estatística e análise económica (INSAE).
Segundo o coordenador do projecto da mandioca no Benim, a importância concedida a este produto reside no facto deste constituir, desde há muito tempo, juntamente ao milho, o alimento de base das populações das regiãos do Sul e Centro do país.
"Nos nossos dias, a este papel social em progresso para o Norte do país, junta-se uma visão económica que faz da mandioca um produto rentável (comércio interno, regional e mesmo internacional) para o Benim", explicou Aurélien Lagbadohossou.
A mandioca representa 2,8 por cento do Produto interno bruto (PIB) e 8,3 por cento do PIB agrícola comparativamente ao algodão que representa respectivamente 3,7 por cento e 11 por cento, segundo o INSAE.
Outroura quase inteiramente auto-consumida, a mandioca vê progressivamente a sua cultura modernizar-se, a sua transformação industrializar-se e os seus múltiplos derivados (como a tapioca) entrarem nos circuitos comerciais modernos.

19 Dezembro 2002 11:29:00


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