Golpe de "Toumba" foi preparado, segundo Junta guineense

Conakry- Guiné (PANA) -- O tenente Aboubacar "Toumba" Diakité, ajudante de campo e chefe da guarda próxima do capitão Moussa Dadis Camara, que tentou assassinar o chefe da Junta no poder na Guiné- Conakry, "tinha preparado o seu plano", revelou terça-feira fonte oficial.
Segundo o coronel Moussa Kéïta, ministro e secretário permanente da Junta no poder na Guiné-Conakry, o Conselho Nacional para a Democracia e Desenvolvimento (CNDD), este órgão tinha sido informado há algum tempo duma aproximação entre Toumba e líderes políticos para assassinar o chefe da Junta.
Estes líderes políticos, disse, prometeram uma amnistia a Toumba no quadro da sua participação nos massacres de 28 de Setembro passado, no maior estádio de Conakry, que vitimaram vários manifestantes.
Os manifestantes civis liderados por alguns políticos da oposição pretendiam manifestar-se contra uma eventual candidatura do chefe da Junta às presidenciais de Janeiro próximo quando foram violentamente reprimidos pelas forças da ordem, fazendo cerca de 150 mortos e mais de mil e 200 feridos, segundo estimativas de organizações humanitárias.
O secretário permanente do CNDD, que falava na Televisão Nacional Guineense, não precisou entretanto os nomes dos líderes políticos alegadamente mancomunados com Toumba.
Ele disse apenas que o líder da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), Cellou Dalein Diallo, exilado em França desde os eventos de 28 de Setembro, fez declarações "que querem dizer muita coisa".
Tais declarações teriam sido feitas nas ondas duma rádio estrangeira depois da tentativa de assassinato, quinta-feira passada, de Dadis Camara, no recinto do Batalhão Autónomo da Segurança Presidencial (BASP).
"Noventa e cinco por cento dos cúmplices de Toumba estão presos pelos poderes públicos e os inquéritos estão em curso para clarificar o incidente perante o mundo inteiro, e Toumba pessoalmente será cedo ou mais tarde detido", disse.
"Estamos preocupados pela saúde do Presidente Dadis pela qual todos nós no seio da Junta estamos a rezar.
Suspendemos momentaneamente a nossa participação nas negociações de Ouagadougou, lançadas sob a égide do medianeiro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o Presidente Blaise Compaoré (.
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)", prosseguiu.
O coronel Kéïta disse acreditar que qualquer civil que chegar ao poder sem uma refundação das Forças Armadas "será desposto".
Ele rendeu homenagem ao general Sékouba Konaté, terceira figura na hierarquia do CNDD que assume a Presidência interina da Junta, pela "sua sinceridade, honestidade e engajamento para com o seu amigo, o Presidente Dadis".

10 Dezembro 2009 11:23:00


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