Futuro político da Mauritânia em destaque na imprensa local

Nouachott- Mauritânia (PANA) -- O futuro político da Mauritânia dominou as colunas dos principais jornais do país na sequência da adopção, pelo Parlamento, de um roteiro que fixa a data da eleição a 30 de Maio próximo.
Com o título "O tempo passa rápido", o Le Quotidien de Nouakchott escreve que a corrida para a eleição presidencial já começou, referindo-se às modalidades técnicas da organização deste escrutínio que deve pôr termo ao regime militar em curso desde o golpe de Estado 6 de Agosto de 2008.
Contudo, o o mesmo jornal exprime receios quanto "ao curto prazo dado para a inscrição nas listas eleitorais".
Do seu lado, o semanário Calame estima que a adopção do roteiro da transição pelo Parlamento resulta de um "golpe de Estado permanente" e conduz a Mauritânia ao ponto de partida, ou seja ao tempo de Maaouya Ould Sid'Ahmed Taya (derrubado por golpe de Estado a 3 de Agosto de 2005, após 23 anos de reinado).
"Um oficial militar toma o poder através de uma intentona e legaliza o golpe de Estado por uma eleição presidencial da sua conveniência", escreve o jornal.
Com base na evolução política do país, o diário Biladi prediz um futuro sombrio para a Mauritânia, um país que, ao seu ver, caminha para "um Estado mafioso".
"Os manda-chuvas são membros de uma aliança entre a aristocracia militar e alguns homens de negócios riquíssimos e influentes, instalados ao cume de um sistema predador que, desde há três décadas, pilha o país", escreve Biladi.
O diário L'Authentique insteressou-se pelo encontro entre a Frente Nacional para a Defesa da Democracia (FNDD, coligação anti-golpe de Estado de 6 de Agosto de 2008) e a Coligação das Forças Democráticas (RFD) no quadro de uma "busca de solução para a crise".
Segundo o jornal, as duas partes notaram um certo número de convergências bem como algumas divergências.

17 Janeiro 2009 13:57:00


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