Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- A África tem não só um futuro mas também dela depende igualmente o futuro do mundo, declarou quinta-feira na capital etíope o presidente da União Africana e Presidente moçambicano, Joaquim Alberto Chissano.
Falando durante a inauguração do Parlamento Panafricano, Chissano revelou que este evento era um passo adiante no contexto das mundanças profundas que se operam actualmente em África.
Elogiou o que qualificou de "ideal pelo qual os fundadores da nossa organização lutaram.
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visto que a África se assume e se une para que o pensamento e o sentimento panafricanistas estejam presentes na mente de cada um dentre nós.
O nosso continente deve tornar-se um e falar em uníssono, em vez de os outros falarem para nós, frisou o líder moçambicano, sublinhando que a África tinha muito para dar ao pensamento político contemporâneo.
O estabelecimento da União Africana (UA) suscitou esperanças no seio das nossas populações que perspectivaram resolver numerosas dificuldades que afectam as suas vidas.
Estas esperanças podem ser reforçadas tão rápidamente como fomos capazes de estabelecer as instituições e os órgãos da União Africana, disse.
Assim é imperativo fazer o nosso o possível à nosso nível a fim de evitarmos frustrar as esperanças dos nossos povos para não alienar e abalar o entusiamo e a fé que têm na nossa União, adiantou Chissano.
"As nossas instituições serão sempre compromotidas" se não forem apoiadas por um desenvolvimento económico capaz de fazer avançar os processos políticos da África, revelou, adiantando que o desenvolvimento era a interacção de diversos factores, dentre dos quais destaca-se a paz que é mais pertinente e imediata.
"Sem a paz, todos os nossos projectos são utópicos.
Os conflitos que afectam o nosso continente são uma verdadeira ameaça aos nossos esforços de desenvolvimento", declarou Chissano.