Fundo Global investe 3,8 milhões de euros na luta contra sida e tuberculose em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde (PANA) – O Fundo Global vai disponibilizar três milhões e 800 mil euros para o programa de combate ao VIH/ida e a tuberculose no período 2015-2017, orçado em oito milhões de euros, apurou a PANA na cidade da Praia de fonte segura.

De acordo com o secretário executivo do Comité de Coordenação e Combate à Sida (CCS-Sida), Artur Correia, os restantes 60% do montante necessário para implementar este programa nos próximos três anos vão ser desembolsados pelo Governo cabo-verdiano, pelas Câmaras Municipais, por Organizações Não Governamentais (ONG), bem como por parceiros nacionais e internacionais.

O coordenador do CCS_SIDA salientou ainda que este empreendimento engloba não só o VIH/Sida mas também o Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose, visto que, frisou, 11 porcento destes doentes estão infetados com vírus da sida.

No entanto, Artur Correia defendeu que é preciso "estar vigilante” relativamente à condição dos doentes para se poder proporcionar-lhes um tratamento adequado com o seu estado de saúde.

Neste sentido, acrescentou, vão também as recomendações saídas do encontro nacional sobre o novo programa, realizado segunda-feira, na cidade da Praia no sentido de se dar uma maior atenção aos grupos com maior risco, como profissionais do sexo, usuários de droga, prisioneiros, jovens escolarizados ou não, entre outros.

O Fundo Global justificou a continuação do apoio a Cabo Verde pelo facto de o país ter vindo a realizar programas e também pelo facto de o seu sistema de governação e de saúde ser “um dos mais fortes em África”.

O Fundo Global apoia Cabo Verde desde 2002 com financiamentos pontuais no domínio do VIH/Sida e da luta contra o paludismo.

No entanto, apenas em 2009, Cabo Verde foi selecionado, pela primeira vez, para aceder aos recursos financeiros do Fundo Global de Luta contra a sida, tuberculose e malária que cobrem, neste âmbito, o Plano Nacional de Luta contra a SIDA 2011-2015 com cerca de oito milhões e 900 mil euros.

O financiamento atribuído a Cabo verde tem sido também utilizado pelo Governo na compra de medicamentos anti-retrovirais que são muito caros e que o país não estaria em condições de garantir tratamento aos doentes sem esta verba.

A taxa de incidência do VIH/Sida em Cabo Verde tem-se mantido estável, fixando-se, há alguns anos, em 0,8 porcento.

Já, no que se refere à tuberculose, Cabo Verde registou, nos últimos anos, um ligeiro aumento da taxa de incidência, oscilando entre 65 e 70 casos anuais, por 100 mil habitantes.

-0- PANA CS/DD 22jan2015

22 Janeiro 2015 10:43:43


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