Fundação apoia Cabo Verde no rastreio dos cancros do colo do útero e da mama

Praia, Cabo Verde – A Fundação Calouste Gulbenkian, sediada em Portugal,  vai apoiar o Governo de Cabo Verde a criar condições para fazer rastreios aos cancros do colo do útero e da mama, envolvendo um universo de entre 50 mil a 100 mil mulheres, apurou a PANA, segunda-feira, de fonte oficial.

O apoio a ser fornecido no âmbito de um acordo a ser assinado ainda este mês entre as duas partes, comporta a compra de equipamentos, não apenas para diagnóstico, mas também para tratamentos desses tipos de cancro.

Citada pela agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress)
, a ministra-adjunta e da Saúde de Cabo Verde, Cristina Fontes Lima, sublinhou que o rastreio é “fundamental” porque a principal intervenção  no caso das doenças oncológicas é a “intervenção precoce”.

A governante  anunciou ainda para o próximo ano a introdução da vacina HPV para a prevenção do cancro do colo de útero, adiantando que falta apenas definir a faixa etária que vai ser abrangida por esta medida.

O cancro é a segunda causa da morte em Cabo Verde, sendo também a patologia responsável pelo  maior número de doentes evacuados para tratamento médico no estrangeiro, por falta de recursos locais.

Entre os tipos de doenças oncológicas em Cabo Verde, o cancro da próstata é o que mais mata no país, seguido do cancro do aparelho digestivo e o do colo de útero.

-0- PANA CS/IZ 02nov2015

02 Novembro 2015 21:08:26


xhtml CSS