França quer adesão de Angola e da Argélia à Francofonia

Vientiane- Laos (PANA) -- O secretário de Estado francês para a Cooperação, Desenvolvimento e Francofonia, Jean-Marie Bockel, expressou terça-feira em Vientiane o desejo de ver a Argélia e Angola integrarem a Organização Internacional da Francofonia (OIF), soube o enviado especial da PANA.
"Alguns dos nossos amigos, incluindo os Canadianos e os Quebequenses, consideram que é tempo de fazer uma pausa nas adesões e definir critérios mais rigorosos.
Não é a posição de França.
Apoiamos um prosseguimento da abertura a países como Angola, a Argélia e outros", defendeu Jean-Marie Bockel.
"É importante que a Argélia possa juntar-se a nós", declarou o governante francês durante um encontro com a imprensa organizado após a abertura em Vientiane da 23ª Conferência Ministerial da Francofonia (CMF) que está a decorrer sob o lema "O Francês, Instrumento de Solidariedade e de Promoção da Divesidade Cultural e Linguística".
Sublinhando que países de várias superfícies linguísticas desejam aderir à OIF, Bockel apelou aos Estados francofónos para "apostar largamente" e abrir o debate sobre a chegada de novos membros, incluindo Israel.
"O impacto do francês no mundo necessita de esforços importantes que os nossos amigos da Commonwealth (comunidade dos Estados anglófonos) não precisam fazer.
Referindo-se aos valores comuns que temos em torno do francês, não podemos privar-nos dos Estados que virão bater a porta da OIF", insistiu o chefe da delegação francesa em Vientiane.
A questão das adesões poderá suscitar vivos debates durante os trabalhos à porta fechada desta 23ª Conferência Ministerial.
Um grupo de Estados, sob a direcção de França, defende o prosseguimento da abertura da OIF a novos Estados membros através dos critérios de adesão acessíveis.
Contrariamente, um outro grupo, incluindo o Quebeque, pede adesões condicionadas ao uso regular e institucional do francês no país candidato.
Por outro lado, a escolha do tema da próxima cimeira prevista para Outubro de 2008 no Canadá parece suscitar profundas divergências entre Canadianos e Franceses, visto que o projecto de escolher o ambiente como eixo principal de discussões não convém a todo o mundo.
O Canadá, que se retirou recentemente do Protocolo de Quioto, discorda deste projecto.

21 Novembro 2007 10:48:00




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