Paris- França (PANA) -- O Ministério francês dos Negócios Estrangeiros considerou, segunda-feira, que o novo Governo mauritano "é tão ilegítimo como todas as medidas tomadas pela Junta militar desde o golpe de Estado" e renovou o seu apelo para a libertação do Presidente Sidi Mohamed Ould Cheick Abdallahi.
A Junta no poder na Mauritânia, que derrubou o Presidente Abdallahi a 6 de Agosto último, procedeu, domingo à noite, à nomeação dum novo Governo dirigido pelo primeiro-ministro Moulaye Ould Mohamed Laghdaf, nomeado a 14 de Agosto de 2008.
"Consideramos que esta decisão, como todas as medidas tomadas pelos responsáveis militares que se instalaram no poder e, em particular, a destituição do Presidente da República, é desprovida de qualquer legitimidade", declarou durante uma conferência de imprensa o porta- voz do Quai d'Orsay (Ministério francês dos Negócios Estrangeiros), Eric Chevalier.
"Nesta perspectiva, exortamos a Junta e todos os responsáveis políticos mauritanos a cooperar o mais cedo possível com a União Africana (UA), com a União Europeia (UE) e com a comunidade internacional", acrescentou.
O Governo francês apelou igualmente para a libertação "imediata" do Presidente Sidi Mohamed Ould Cheick Abadallahi e o regresso à ordem constitucional.