Força híbrida ONU-UA carece de equipamentos necessários

Nova Iorque- Estados Unidos (PANA) -- A força híbrida ONU/UA em Darfur (oeste sudanês) carece de meios de transportes aéreos e terrestres essenciais, declarou a secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Jane Lute.
Dirigindo-se a jornalistas segunda-feira, Lute, chefe do Departamento de Apoio às Missões de Manutenção da Paz, disse que esta força necessitará de helícopteros e de unidades logísticas, bem como de transportes especializados para ser desdobrada eficazmente.
Ela deu a conhecer que certos países africanos mobilizaram unidades de infantaria compostas por 36 mil elementos ao passo que outros estão dotados de equipamentos adequados.
A maioria dos postos chaves da Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID) foram identificados e providos e só faltam algumas nomeações por efectuar, explicou Lute, anunciando a preparação de "dois batalhões" para reforçar a Missão da União Africana no Sudão (MINUS) com vista à sua substituição pela UNAMID.
Estas declarações foram confirmadas pelo sub-secretário-geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz, Jean-Marie Guehenno, que acrescentou que a UNAMID carece de meios de transportes terrestres, de helicópteros ligeiros e de transporte.
Evocou por outro lado os recentes ataques perpetrados contra os soldados da AMIS em Haskanita, fazendo 10 mortos, dos quais sete nigerianos, e vários feridos.
"Para este tipo de desenvolvimento, precisámos de soldados muito movediços capazes de fazer face a qualquer situação", declarou, deplorando no entanto a situação prevalecente em Darfur, situação que se deteriorou nestas últimas semanas, particularmente no sul onde a base da AMIS foi atacada, várias pessoas morreram e outras ficaram feridas.
A PANA soube que uma equipa técnica foi enviada para a capital sudanesa a fim de finalizar o plano de desdobramento da UNAMID que será composta por 18 mil soldados, mais de seis mil polícias e cinco mil e 500 civis.
Até ao momento, a ONU e UA decidiram, como Burkina Faso, Egipto, Etiópia, Gâmbia, Gana, Quénia, Malawi, Mali, Nigéria e Senegal, dar batalhões de infantaria ou equipamentos logísticos e de detecção.
Além das promessas de apoio logístico dos países supracitados, Bangladesh, Jordânia, Nepal, Países-Baixos, Tailandia e países nordicos também vão fornecer recursos similares e um hospital rural.
Os países africanos vão desdobrar 15 mil soldados e os não africanos três mil e 770 soldados.
De acordo com o chefe do Departamento de Apoio Às Missões de Manutenção de Paz, Lute, o governo sudanês assegurou que as pistas de aterragem de Darfur estarão ao dispor da UNAMID.
Enquanto este responsável onusina se pronunciava sobre Darfur, ministros e outras personalidades africanos, bem como funcionários da ONU estavam reunidos na sede da organização em Nova Iorque para analisar os planos de desdobramento da força híbrida nesta conturbada região sudanesa confrontada com uma guerra civil desde Fevereiro de 2003 e que já fez, segundo dados onusinos, mais de 200 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados.
Também estão a trabalhar no sentido de encorajar as negociações de paz inter- sudanesas na Líbia previstas para este mês de Outubro e alargar a ajuda para mais de dois milhões de deslocados.
Mas o representante do Sudão junto da ONU, Abdalmahmood Abdalhaleem, advertiu, sem dar razões, aos jornalistas que o seu país não aceitará no seu território pilotos norte-americanos nem os de outros países ocidentais.
Também rejeitou acusações segundo as quais o governo sudanês destruiu a base de Haskanita fazendo vários mortos do lado das forças de manutenção da paz da UA, apontando mo entanto o dedo acusador para rebeldes.

09 Outubro 2007 20:13:00




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