Força da UA em Darfur não vai ser passiva, segundo Konaré

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- A Força de protecção da União Africana (UA) na província oeste-sudanesa de Darfur não será passiva perante eventuais ameaças graves ou exacções sobre as populações civis, disse quinta-feira em Addis-Abeba, o presidente da Comissão da UA, Alpha Oumar Konaré.
Konaré falava durante uma conferência de imprensa no final da III sessão ordinária da Assembleia-Geral da União que findou no mesmo dia na capital etíope.
"Esta força não pode ficar passiva quando constatar violações graves aos direitos humanos em Darfur", avisou Konaré, lembrando que a sua primeira missão consistia, de facto, em garantir a protecção dos observadores do cessar-fogo concluido a 8 de Abril passado em N'Djamena entre o governo e os dois movimentos rebeldes sud aneses que operam na região.
Interrogado sobre a natureza do mandato da força de protecção da União Africana em Darfur, autorizada a usar a força se for preciso, Konaré afirmou que "niguém terá interesse em complicar o trabalho desta força no terreno".
Sobre a data do desdobramento desta força de 300 homens, integrada, inicialmente, por elementos nigerianos e ruandeses jà prontos a posicionarem-se, o presidente da Comissão disse que tal  aconteceria o mais rápido possível, em princípio antes do fim do mês de Julho.
"Temos de agir rapidamente", acrescentou Konaré, reconhecendo que o essencial do financiamento desta missão "não foi ainda encontrado", o que, de acordo com analistas, compromete seriamente a eficácia da força de protecção da UA.
"Saberemos encontrar rapidamente o financiamento junto dos nossos parceiros", garantiu, deixando entender claramente que já foram assumidos compromissos neste sentido por alguns doadores tradicionais da organização panafricana.

08 Julho 2004 22:31:00




xhtml CSS