Fome ameaça 2,2 milhões de zimbabweanos, segundo PAM

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) – Mais de dois milhões 200 mil Zimbabweanos precisarão de assistência alimentar urgente entre janeiro e março de 2014, período antes das colheitas, num país onde a segurança alimentar continua a deteriorar-se, advertiu terça-feira o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Os caprichos da meteorologia, o preço elevado ou a falta de fertilizantes e de sementes e a perspetiva de aumento dos preços dos alimentos devido às más colheitas contribuíram para o nível elevado da insegurança alimentar, indica o PAM na sua última avaliação da situação alimentar no Zimbabwe.

Trata-se da pior crise alimentar desde 2009, quando as colheitas nacionais de milhões eram inferiores ao milhão de toneladas colhidas no ano passado, o que está abaixo dos dois milhões 100 mil toneladas necessárias para garantir a segurança alimentar do país, relata o serviço de imprensa das Nações Unidas no Zimbabwe, citando declarações feitas em Genebra pela porta-voz do PAM, Elisabeth Byrs.

O preço dos cereais aumentou 23 porcento há um ano,  e vários Zimbabweanos esgotaram as suas reservas pessoais e são agora obrigados a comprá-las nos mercados.

« O Governo do Zimbabwe virou-se para a assistência internacional para o ajudar a satisfazer as suas necessidades alimentares. O PAM lança este mês um programa de assistência alimentar para as zonas mais afetadas do país, e deverá aumentar esta assistência durante os próximos meses”, segundo Byrs.

Este mês, o PAM e os seus parceiros iniciarão o seu programa de distribuição de ajuda alimentar, e desenvolverão estas operações até finais de março,  início do período das colheitas.

A ajuda alimentar destina-se, numa primeira fase, a três distritos das províncias de Midlands e de Matabeleland North, antes de se alargar a 19 distritos em novembro, 38 em dezembro e 41 de janeiro a março.

-0- PANA AA/SEG/NFB/JSG/FK/IZ  30out2013

30 Outubro 2013 12:16:01


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