Fazendeiros brancos sulafricanos recusam-se vender terras

Harare- Zimbabwe (PANA) -- O ministro do trbalho sulafricano, Membathisi Mdladlana, afirmou sexta-feira em Harare, que os brancos que não pretendem vender as suas fazendas ao governo para o reassentamento estavam a travar a reforma agrária no seu país.
Disse a jornalistas durante uma visita a uma área de reassentamento no Zimbabwe, que o governo Sulafricano estava cada vez mais frustrado devido a lentidão da reforma agrária e os poucos progressos registados até agora no seu país.
"Nós temos um programa de reforma agrária na África do Sul, numa base de "venda e compra voluntária", mas não é tão rápido como pensávamos que fosse.
Leva tempo", afirmou.
Mdladlana, que está no Zimbabwe para encontrar formas de harmonizar as leis laborais entre os dois países, disse que a maioria dos fazendeiros brancos Sulafricanos não estava desejosa de dar as suas propriedades ao governo para redistribuição.
Afirmou que isto frustrou o programa de reforma agrária no país, provocando o aumento de pressões políticas dos pretos sem terra no país.
"As negociações( para a aquisição de terras) não se movimentam tão rápido quanto o governo e povo queriam", afirmou.
O Zimbabwe tinha um programa de reforma agrária similar de "venda e compra voluntária" de terras, mas abandonou-a dois anos atrás depois de enfrentar resistência dos fazendeiros brancos.
Dese então tem estado a receber forçosamente as fazendas dos proprietários brancos, para distribuí-las aos camponeses depois destes terem começado a ocupar as fazendas comerciais exigindo em troca de terras.

10 Janeiro 2003 19:24:00


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