FPI exige dissolução do GTI e partida das forças Licorne da Côte d'Ivoire

Abidjan- Côte d'Ivoire (PANA) -- A Frente Popular Ivoiriense (FPI, partido no poder) pediu sexta-feira a dissolução do Grupo de Trabalho Internacional (GTI) e a partida da Côte d'Ivoire das forças militares francesas de Licorne, assim como do 43º BIMA (Batalhão Militar Francês na Côte d'Ivoire), depois de ter constatado o fiasco do acordo de Linas Marcoussis (assinado em Janeiro de 2003 em França).
Numa declaração lida sexta-feira à noite na Televisão Nacional, o presidente da FPI, Pascal Affi Nguessan, acusou as forças francesas de Licorne e o GTI de querer conspirar contra a Côte d'Ivoire na resolução da crise que este país atravessa desde Setembro de 2002.
Segundo a FPI, esta conspiração foi "frustrada" em Nova Iorque (Estados Unidos) graças às acções conjugadas do mediador da União Africana (UA), o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, da China, da Federação Rússia e de países africanos.
Por outro lado, a FPI reafirmou o seu apoio ao chefe do Estado, Laurent Gbagbo, saudando a sua decisão de não caucionar a mascarada política de Nova Iorque, tomando ao mesmo tempo nota do fracasso de Linas Marcoussis.
A FPI não quer mais esperar muito tempo para pôr termo à blocagem do processo de paz, afirmando então a sua determinação de "agir a partir de hoje, com vigor e engajamento para pôr fim a esta crise artificial que só se está alastrando", de acordo com Pascal Affin Guessan.
Esta declaração do partido no poder surge cerca de 48 horas depois da realização, sem Laurent Gbagbo, da reunião informal do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque 0sobre a crise ivoiriense, por iniciativa do Secretário- Geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
Feitas as contas, os participantes concluiram que as eleições gerais previstas para 30 de Outubro de 2006 não se poderão realizar em razão das blocagens intempestivas no processo.

23 Setembro 2006 15:32:00




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