FAO recomenda melhoria da produção de café em Cabo Verde para exportação

Praia, Cabo Verde (PANA) – Um estudo sobre a cadeia de valor do café em Cabo Verde levado a cabo por um consultor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) recomenda ao arquipélago a melhoria da produção de cafeicultura para a exportação de café especial para o mercado internacional, soube a PANA, na cidade da Praia, de fonte segura.

O estudo, que foi realizado em cinco ilhas (Fogo, Santo Antão, São Nicolau, Brava e Santiago), foi divulgado durante um ateliê realizado na capital cabo-verdiana, tendo concluído que “apesar de o arquipélago ter um café especial, ou seja de origem, necessita melhorar toda a sua produção de cafeicultura”.  

A pesquisa levou em conta a produção agrícola, a transformação industrial e a comercialização e tem como objetivo recuperar as antigas plantações de café perdidas, sem afetar o resto da produção, através de elaboração e plantações de café de boa qualidade para os mercados interessados.

Além da recuperação e valorização do plantio do café nessas cinco ilhas, pretende-se ainda desenvolver novas plantações e fabricar café que possa ser exportado para os mercados especiais.

O consultor da FAO, Luís Moreno, acredita que, tendo em conta que o café cabo-verdiano já foi considerado de fama internacional, o país pode recuperar esse prestígio, já que “a variedade de cafeicultura apresentada tem todas as condições para exportação”.

Segundo ele, o café do arquipélago enquadra-se num mercado especial (café de origem) muito
apreciado pelos Europeus devido às suas características específicas e, por isso, tem grande potencialidade para exportação.

Ele afirmou que técnicos do Ministério do Desenvolvimento Rural estão a trabalhar com alguns produtores de café e outros que queiram recuperar a cafeicultura e os exportadores para o mercado da Europa e dos Estados Unidos, onde o interesse por este tipo de café tem estado a aumentar.

No entanto, ele alerta que a cafeicultura de Cabo Verde não é para o mercado convencional ou seja para o mercado de café comum, mas para o mercado especial, tendo em conta que ele é produzido “num local específico, tem características específicas, uma identidade, e uma marca da localidade”.

“Cabo Verde deve fazer uma forte aposta na produção da cafeicultura de forma a valorizar esse potencial, já que os mercados internacionais estão cada vez mais interessados em cafés que são produzidos e comercializados de forma não convencional e tradicional”, precisou o consultor da FAO.

-0-  PANA  CS/TON  10junho2015

10 Junho 2015 17:17:25


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