Ex-senadores mauritanos contra realização de cimeira da UA em Nouakchott

Nouakchott, Mauritânia (PANA) - Trinta membros do Senado mauritano, abolido por um controverso referendo a 5 de agosto de 2017, opõem-se fortemente à realização, na capital do país, Nouakchott, no início de julho próximo, da 31ª cimeira dos chefes de Estado e de Governos da União africana (UA).

Num comunicado divulgado terça-feira, em Nouakchott, os ex-senadores, que dizem não reconhecer a supressão da sua Câmara, justificam a sua oposição à realização do do evento na Mauritânia pelo contexto económico do país.

Segundo país, o país vive um "grave défice pluviométrico e ameaças aos homens e ao gado".

Por isso, eles exigem que "os recursos consagrados à cimeira pan-africana sejam alocados a programas de redução dos efeitos desastrosos duma seca sem precedentes que ameaça recursos animais, os quais constituem uma fonte de vida para as populações".

A Mauritânia, país rico em recursos animais, dispõe de 3,4 milhões de cabeças de gado, 3,1 milhões de cabeças de camelídeos e 23 milhões de pequenos ruminantes.

De acordo com estatísticas oficiais, a pecuária representa 28 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com estatísticas oficiais.

-0- PANA SAS/IS/IBA/DIM/DD 13junho2018


13 Junho 2018 13:36:57




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