Ex-rebelião exige partilha do poder com Presidente ivoiriense

Abidjan- Côte d'Ivoire (PANA) -- As Forças Novas (FN), ex-rebeldes ivoirienses, exigiram a partilha do poder com o Presidente Laurent Gbagbo, informaram responsáveis do movimento.
A exigência foi feita pelo secretário-geral adjunto do movimento, Louis Dakoury-Tabley, e o director de gabinente do líder das FN, Koné Amadou, durante uma conferência de imprensa no fim-de-semana em Abidjan.
"São os beligerentes que devem gerir a transição para que ela seja um êxito", disse Dakoury-Tabley, deplorando que a ex-rebelião, ao contrário do campo presidencial, nunca esteve associada à procura de soluções para a crise.
"Em nome do princício da beligerância, se a ONU decide manter uma das partes na crise é preciso que mantenha tembém a outra parte para um posto de responsabilidade", acrescentou, estimando que a "mediação deve tomar em conta estas preocupações".
As Forças Novas, que se opõem à nomeação do futuro primeiro-ministro por decreto do Presidente Laurent Gbagbo, desejam que as Nações Unidas votem uma resolução que fixa as modalidades de designação e as prerrogativas do chefe do governo de transição, como foi no caso do actual chefe de Estado, reconduzido por 12 meses à frente do país.
Apesar de saudarem as decisões tomadas pelo Grupo Internacional de Trabalho (GIT) sobre a Côte d'Ivoire para a atribuição de "poderes próprios" ao próximo primeiro-ministro, Dakoury-Tabley e Koné exprimiram dúvidas relativamente às possibilidades do grupo fazer correctamente o seu trabalho.
Os dois membros da direcção da ex-rebelião revelaram que o seu movimento recusou a presença da África do Sul e da Guiné Conakry no seio deste organismo e emitiu dúvidas quanto à imparcialidade do representante especial do Secretário-Geral da ONU na Côte d'Ivoire, Pierre Schori.

28 Novembro 2005 10:49:00




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