Estados-membros da CEDEAO instados a abolir barreiras à integração

Lagos, Nigéria (PANA) – O diretor-geral do Instituto Oeste-Africano de Gestão Financeira e Económica (WAIFEM), Akpan Ekpo, convidou os Estados-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a acelerarem os esforços para levantar as barreiras que entravam a livre circulação de bens, serviços e finanças, para permitir a integração económica.

"Os países devem respeitar os protocolos que assinaram. Por exemplo, pode viajar-se por avião em todos os países (da sub-região) sem visto. Todavia, pela estrada é ainda muito difícil. Portanto, é necessário suprimir as barreiras que impedem a progressão, e os diferentes Governos devem tomar esta decisão política", disse Ekpo numa entrevista à PANA no fim de semana.

A CEDEAO foi criada em 1975 com vista a promover a cooperação e a integração em todas as áreas da atividade económica.

Para a realização destes nobres objetivos, os Estados-membros assinaram vários protocolos para melhorar a livre circulação de pessoas, suprimir as barreiras ao comércio, aos bens, aos serviços e ao capital.

No entanto, apesar da assinatura destes protocolos, os cidadãos da região ainda são importunados pelos agentes das alfândegas e da migração que criam barreiras ilegais nas estradas, nomeadamente nos postos fronteiriços.

Com vista à integração económica da sub-região, esforços foram envidados para obter uma zona monetária e uma moeda comuns.

De acordo com Ekpo, o WAIFEM está a trabalhar no reforço das capacidades dos seus membros nos países anglófonos, com vista a criar uma moeda comum com os membros francófonos.

O WAIFEM foi criado em 1996 pelos governadores dos bancos centrais da Gâmbia, do Ghana, da Libéria, da Nigéria e da Serra Leoa.

A organização internacional, sediada em Lagos, com um estatuto diplomático nos seus países- membros, está envolvida no reforço das capacidades das agências dos setores público e privado que intervêm na gestão financeira e macroeconómica.

Para Ekpo, "a ideia da CEDEAO é conseguir uma união monetária em 2020. O que estamos a fazer atualmente visa acelerar o processo. A ideia é ter uma moeda batizada Eco que vai fundir-se com o CFA.

"Haverá uma única moeda, um único Banco Central oeste-africano, baseado no modelo da Europa. É o que está previsto", explicou.

"A ideia é que uma vez as capacidades formadas no momento da integração, não haverá grandes diferenças entre os países em termos de competências de gestão macroeconómica.  Alguns países são mais dotados do que outros, mas, finalmente, vamos integrarmo-nos para formar uma união monetária, em que os défices de competências não sejam muito expressivos", sublinhou.

Relativamente à economia nigeriana, Ekpo pediu que o Governo nigeriano conceda a atenção necessária às questões da segurança, do emprego e das infraestruturas para atingir o objetivo de desenvolvimento económico desejado em 2013.

Sublinhando ao mesmo tempo que a economia nigeriana não pode isolar-se da economia mundial, ele avisou que "a menos que o Governo aja com firmeza para recuperar a economia, o ano de  2013 poderá revelar-se mais difícil do que o ano passado, porque se espera um crescimento de seis porcento inferior aos sete porcento registados em 2012".

Segundo ele, "agora que o crescimento é menor, os problemas do desemprego poderão agravar-se".

"As perpetivas deste ano não são boas, a menos que o Governo se esforce por melhorar a situação energética. Se a energia melhorar tudo funcionará, pois nenhum país se desenvolve com uma economia baseada nos geradores", sublinhou.

-0- PANA SB/VAO/NFB/JSG/CJB/IZ 14jan2013

14 Janeiro 2013 16:42:22




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