Estados Unidos saúdam envio de 12 mil tropas à RCA

Washington, Estados Unidos (PANA) - Os Estados Unidos felicitaram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas por ter adotado quinta-feira uma Resolução que autoriza o desdobramento em setembro próximo de 12 mil homens na República Centroafricana (RCA).

Para os Estados Unidos, a Missão Integrada da ONU na RCA (MINUSCA) aproveitará os "sacrifícios e o sólido trabalho" realizados pela Missão Internacional de Apoio à República Centroafricana sob Liderança Africana (MISCA) e as Forças Francesas, mas igualmente as forças da UE que vão juntar-se brevemente a eles.

"Os Estados Unidos engajaram-se em trabalhar com as Nações Unidas e a comunidade internacional para apoiar os esforços do Governo de transição da RCA com vista a pôr termo à violência e instaurar um processo de transição política que vai desembocar na organização de eleições democráticas em fevereiro de 2015", escreve o Departamento de Estado num comunicado.

Washington concedeu cerca de 100 milhões de dólares americanos para transportar, equipar, formar os soldados da MISCA e ajudar as forças francesas a apoiar a MISCA.

"Anunciamos recentemente uma ajuda suplementar de 22 milhões de dólares americanos de ajuda humanitária destinada à população da RCA, o que eleva a nossa contribuição no exercício 2014 para cerca de 67 milhões de dólares americanos, 7,5 milhões de dólares americanos dedicados aos programas de redução dos conflitos, de produção de mensagens de paz e de promoção dos direitos humanos na RCA", lembra o Departamento de Estado.

A MINUSCA manterá a responsabilidade de proteger os civis e criar um ambiente seguro para a distribuição da ajuda humanitária, mas igualmente ajudar a restabelecer a governação, a preparação das eleições, facilitar o desarmamento e a desmobilização dos combatentes, ajudar acreconciliação, promover e proteger os direitos humanos e apoiar a formação de mecanismos da responsabilidade para os autores de atentados aos direitos humanos.

A RCA está mergulhada num conflito desde a invasão da capital, Bangui, em março de 2013 pelos rebeldes da seleka, que destituíram o Presidente François Bozizé.

Desde então, milhares de pessoas foram mortas, um milhão e 300 mil outras (ou seja um quarto da população) vive numa aflição humanitária.

O conflito descambou numa vertente religiosa entre a seleka com predominância muçulmana e os grupos de autodefesa cristãos..

Os civis muçulmanos são hoje alvo das milícias cristãs.

-0- PANA SEG/NFB/JSG/IBA/MAR/TON 11abril2014

11 Abril 2014 22:21:14




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