Estadia de Bonnecorse em Bangui faz manchete na R.Centro-Africana

Bangui- R.
Centro-Africana (PANA)
-- A estadia em Bangui do Michel de Bonnecorse, conselheiro especial do Presidente francês Jacques Chirac, foi largamente comentada nesta semana pela imprensa local.
Sob o título "Mais a França ?", o jornal "Confident" escreve, na sua publicação de segunda-feira 5 de Abril, que "apesar das condicionalidades colocadas pela França em relação a um regime 'anti- democrático', o governo francês está determinado a ajudar a R.
Centro- Africana".
"As autoridades francesas, sabe-se, multiplicam os contactos de maneira secreta com as centro-africanas no tocante à transição", e, sobretudo, "às eleições gerais que se aproximam a passo largo", comentou o jornal.
A constatação é a mesma para o diário "L'hirondelle" que sublinhou que "a deslocação desta personalidade confirma até que ponto a França se interessa pela evolução política na RCA há um ano".
Partindo do princípio segundo o qual é na tristeza que aparecem os bons amigos, o jornal congratulou-se com a ajuda financeira excepcional de um milhão de euros concedida à RCA e com o convite ao 60º aniversário do desembarque na Normandia, previsto para 15 de Agosto próximo.
"Eleições leais, principal preocupação da França", publicou por seu turno o diário "Le citoyen".
Na sua publicação de 6 de Abril, o jornal disse entender que "o conselheiro do Presidente Chirac tivesse vindo dar um empurrão ao processo eleitoral" que acusa um "atraso sabiamente orquestrado pelo governo".
Segundo o Le citoyen, "o governo tinha algum interesse em arrastar os pés para enviar para as calendas gregas o calendário eleitoral".
"De que estão a espera para se demitirem ?", interogou-se o Le confident na sua edição de 7 de Abril, dirigindo-se aos actores potenciais deste calendário eleitoral que, a seu ver, dão prova de "cobardia política", recusando-se a demitirem-se das suas funções oficiais para "se anunciarem claramente".
Citando nomeadamente o ex-primeiro-ministro Jean-Paul Ngoupandé, o vice-presidente da República Abel Goumba, o ministro de Estado Karim Meckassoua, e o ex-ministro das Minas, Jean-Serge Wafio, o jornal ressalta que "demitir-se nestes tempos não quer dizer romper com o consenso, salvo se se fizer com o objectivo de preparar uma empresa maquiavélica contra os interesses desta população magoada".

09 Abril 2004 15:12:00


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