Esqueleto de mais de três milhões de anos descoberto na Etiópia

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- Cientistas anunciaram quarta-feira a descoberta em Dikika (Etiópia) dum esqueleto de três milhões e 300 mil anos duma menina de três anos de idade, a mais velha e mais completa ossatura humana encontrada até agora.
O chefe da equipa paleontológica que fez a descoberta, Zeresenay Alesmeged, declarou que o esqueleto da menina pertence à espécie "australopithecus afarensis".
"Pelo seu carácter completo, pelo seu estado de conservação e pela sua idade geológica, a rapariga de Didika representa uma das maiores descobertas da história da paleontopologia", declarou Alesmeged, do Instituto Max Planch de Leipzig (Alemanha).
Alesmeged precisou que o primeiro fragmento do esqueleto foi encontrado a 10 de Dezembro de 2000, acrescentando que buscas intensivas prosseguiram até 2004 no nordeste da Etiópia.
Explicou que a parte superior do esqueleto e todos os elementos da parte inferior foram encontrados no primeiro ano.
De acordo com cientistas, até agora ainda não tinham sido descobertos esqueletos completos de crianças, apenas membros recentes da árvore da evolução humana como o homem de Neandartal e da era moderna.
"Os únicos restos de crianças que a ciência possuía eram apenas um pedaço de crânio, de maxila ou alguns dentes", afirmou o cientista.
A equipa de investigadores indicou que a dimensão do cérebro da rapariga de Didika estima-se em 330 centímetros cúbicos, "o que não é muito diferente da dimensão do cérebro de um chimpanzé com quase a mesma idade".
O projecto de pesquisa de Didika é apoiado financeira e logisticamente pelo Centro Francês para os Estudos Etíopes, pelo Instituto das Origens Humanas da Universidade de Arizona (Estados Unidos), pela Fundação Leakey, pela Sociedade Nacional Geográfica e pela "Max Planck Society".

21 Setembro 2006 12:48:00


xhtml CSS