Encontro Kadafi-tribos do Grande Sara muito mediatizado na Líbia

Tripoli- Líbia (PANA) -- O encontro do guia líbio Muamar Kadafi com os membros de duas delegações da Liga Popular e Social das tribos do Grande Sara que se deslocaram ao Mali, ao Níger e ao Tchad ocupou esta semana a primeira página da imprensa líbia.
Os jornais interessaram-se igualmente pela situação em África caracterizada pelos conflitos que minam os esforços dos dirigentes africanos com vista a sua unificação a fim de retomar o seu lugar neste mundo marcado pela formação de espaços gigantes.
O jornal Al-Jamahiriya relata as declarações do coronel Kadafi sobre a necessidade de resolver os problemas com que está confrontada a região do Grande Sara a fim de contratiar os invejosos e inimigos que procuram pretextos "para penetrar no Sara e construir aí bases".
O líder líbio, prosseguiu o diário, insistiu na necessidade de se explorar melhor os recursos naturais do Sara tais como o gás, o petróleo, o ouro, lençóis freáticos a fim de que não seja um refúgio para bandos armados, traficantes de armas e de droga e piratas.
Num artigo intitulado "Quando é que África vai abandonar os Kalachnikovs ?", o Al-Zahf Al-Akhdhar estima por sua vez que os conflitos que atavessa África podem esgotar as suas potencialidades e a energia dos seus países, porque os africanos vão pagar as favas e o seu comboio vai atrasar em relação à realização dos objectivos da formação dum governo federal africano unificado.
O mesmo jornal acha judicioso que os protagonistas africanos recorram à razão e ao diálogo para a resolução dos seus problemas e conflitos que devem parar imediatamente a fim de preservar a paz e a estabilidade que constituem os mais importantes factores do desenvolvimento do continente.
Do seu lado, o jornal Oya escreveu um artigo consagrado às contradições da realidade africana caracterizada por uma tensão e confusões devidas a diversos factores externos que operam secretamente para fazer fracassar o plano da União Africana que consiste em colocar o continente no comboio do progresso, do desenvolvimento e da construção da civilização africana.
O jornal acrescenta que, além da onda de tensão registada em algumas partes do continente e uma crise económica severa que não pode ser considerada como factos ordinários que o continente atravessa de maneira permanente e que se poderão acalmar com o tempo, é necessário que a União Africana (UA) intervenha directamente através dos seus órgãos para pôr termo aos actos de violência antes que a situação se envenene em todo o continente.
O jornal Al-Chams perguntou-se esta semana num dos seus editoriais sobre "Que imprensa queremos ?", respondendo que "não queremos uma imprensa dos funcionários e estamos cansados da imprensa de subordinação e é o tempo de deixar à imprensa a liberdade de criar da rua uma imprensa que se desenvolva num clima de reforma e mudança".
"Queremos uma imprensa franca, que não se dedique à complacência e queremos vê-la evoluir a partir da realidade diária e não fora da tropa, isto é uma imprensa imparcial e clara e não uma imprensa de provocação", acrescenta o editorialista do jornal.

07 Junho 2008 18:26:00


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