Ecologista queniana pede ao G8 para apoiar sector do ambiente

Nairobi- Quénia (PANA) -- A ecologista queniana, Wangari Maathai, Prémio Nobel da Paz em 2004, apelou domingo em Nairobi os países do G8 a financiar as iniciativas de apoio aos programas de protecção do ambiente no mundo.
O G8 é um grupo de oito nações mais industrializadas do mundo, designadamente Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.
Num comunicado publicado em Nairobi, Wangari, secretária de Estado queniano para o Ambiente, falou particularmente da floresta amazónica e da Bacia do Congo, ecossistemas florestais que necessitam duma atenção especial devido à sua preciosa biodiversidade e ao seu papel estabilizador no clima do planeta.
A ecologista pediu igualmente aos cientistas para buscarem alternativas favoráveis ao ambiente tais como a reciclagem de recursos limitados.
Maathai expressou a sua preocupação pelo ritmo desenfreado da desflorestação e do abate de árvores no mundo, apelando ainda para a vigilância no tocante à protecção e à conservação das florestas.
Esta vigilância contribuirá para a preservação dos recursos do planeta, nomeadamente a água potável e o ar fresco não poluído que são "insubstituíveis", sustentou.
Os outros desafios têm a ver com a perda da biodiversidade e a poluição dos solos, a mudança climática, o fraco desenvolvimento e os hábitos de consumo que se repercutem negativamente no ambiente, acrescentou a também deputada queniana.
A presidente da Comissão Parlamentar sobre a Agricultura e Ambiente no Quénia sugeriu que cada fazendeiro reservasse 10 por cento das suas receitas para plantar árvores e salvar o país da desflorestação.
Ela disse que a floresta queniana cobre actualmente uma superfície de 1,7 por cento do território nacional, muito longe da norma de 10 por cento recomendada internacionalmente.
Wangari aconselhou os pastores a reduzirem razoavelmente a produção dos seus gados para evitar o excesso de pasto susceptível de provocar a erosão dos solos.
O deputado expressou finalmente a sua precocupação pelo despejo exponencial de sacos plásticos no país.

06 Junho 2005 20:05:00


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