Dois alunos mortos a tiro na Guiné Conakry

Conakry- Guiné Conakry (PANA) -- Dois alunos foram mortos segunda- feira na sequência de confrontos com as forças da ordem na localidade de Labé, a cerca de 350 quilómetros de Conakry (capital da Guiné Conakry), soube a PANA de fonte segura.
Segundo a fonte, vários alunos encontram-se num estado de sáude muito grave nos serviços sanitários de Labé devido aos confrontos surgidos na sequência da greve desencadeada desde 8 de Junho pelos professores para exigir a melhoria das suas condições de vida.
Um outro aluno do liceu de Kipé, na capital, foi gravemente ferido na coxa por uma bala disparada por militares, que saíram às ruas para patrulhar os arredores de várias escolas de Conakry.
Os habitantes de vários bairros de Conakry dizem ter ouvido tiros feitos pelas forças da ordem que queriam dispersar os alunos que não fizeram os seus exames apesar dos apelos do governo aos sindicatos, sobretudo ao dos professores.
Trinta e dois mil e 700 professores ficaram em casa após a renovação da ordem de greve decidida sábado último durante uma assembleia geral.
Os soldados, prontos para disparar contra tudo o que move, estavam vários locais da cidade, como na entrada do gabinete do Presidente Lansana Conté, em Boulbinet no centro da cidade, onde houve revistas sistemáticas em veículos e pessoas.
Responsáveis sindicais encontraram-se domingo com oito membros do governo que não conseguiram, após várias horas de discussões, convencê-los a levantar a greve para permitir o início dos exames para 466 mil candidatos.
Um estudante foi morto domingo por um camião em Kindia, a 157 quilómetros de Conakry, provocando imediatamente uma manifestação de protestos dos seus colegas.
A manifestação culminou num confronto com as forças da ordem que teriam reprimido a acção e levaram vários telefones móveis e importantes somas em dinheiro tirados dos dormitórios dos estudantes.
Os serviços, os bancos e os hospitais continuam encerrados desde o desencadeamento da greve geral pela Inter-Central, constituída pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Guiné (CNTG) e pela União Sindical dos Trabalhadores da Guiné (USTG).

13 Junho 2006 11:58:00


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