Diplomatra líbio responde às declarações de Kofi Annan

Tripoli- Líbia (PANA) -- O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, não tem o direito de "dar instruções" para alterações constitucionais de países para que um chefe de Estado possa prosseguir a sua missão, declarou quarta-feira em Tripoli um diplomata líbio.
Faouzi Hamza, director do Departamento África do Comité Popular Geral líbio das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional (Ministério dos Negócios Estrangeiros) disse entretanto existirem Constituições "que devem, pelo contrário, ser mudadas".
Numa entrevista à PANA, o diplomata líbio argumentou que o mandato de um chefe de Estado em funções "deve estar aberto, porque um Presidente que esteja ao serviço do seu povo e de África deve prosseguir a sua missão".
De acordo com Hamza, as Constituições "não deverão de modo algum constituir obstáculo para chefes de Estado sérios com Programas para tirar os seus países do sub-desenvolvimento e que gozem da inteira confiança dos seus povos para cumprir a sua missão".
O responsável líbio estima que a limitação do mandato de um chefe de Estado sério por uma Constituição, que é com efeito "uma simples carta morta", seria "uma perda para o seu país e para África".
A regra não deverá ser um mandato fixado sem razão mas antes o respeito pela vontade do povo, insistiu o alto funcionário líbio.

07 Julho 2004 20:55:00




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